Os irresponsáveis ambientalistas

João Bosco Leal

Infraestrutura GeralNa última década, temos assistido surgir em território brasileiro centenas de ONG’s em defesa das mais diversas causas ou com os mais variados interesses, muitas vezes até inexplicáveis, como a de atualmente haver muito mais dessas ONG’s na região Amazônica ou em diversas outras partes do país, atuando em defesa das “nações” indígenas e da preservação de animais, do que nas regiões de extrema pobreza do país, como no Nordeste, onde nossos compatriotas, seres humanos, sobrevivem sem nenhum tipo de infraestrutura nas áreas de saúde, educação, transporte, e muitos deles literalmente passam fome. 

O que se observa por trás desta realidade é que no sertão nordestino elas não encontram tantos minérios ou espécimes do bioma amazônico – que são ilegalmente subtraídos do país, principalmente pelas indústrias multinacionais de medicamentos e por contrabandistas de minérios -, ouro e pedras preciosas. É por isto que existem no Amazonas áreas de acesso totalmente restrito a brasileiros, mas liberado a estrangeiros e também, são estes os motivos de milhares de brasileiros, corruptos ou imbecis – inclusive políticos e funcionários públicos responsáveis pelos órgãos que deveriam cuidar dos índios e do meio ambiente -, continuarem apoiando essas ONG’s.

Há menos de um ano eram comuns os protestos contra a construção de mais Usinas Hidrelétricas no país sob a alegação de que prejudicariam o meio ambiente e que o alagamento da área para uma das represas exigiria a mudança de uma tribo indígena do local que habitam. Entretanto, o clima mudou e estamos enfrentando uma seca que em determinadas regiões já é a maior dos últimos cinquenta anos, enquanto em alguns locais – exatamente da região norte -, diversas cidades estão isoladas pela ocorrência de tantas chuvas, que inundaram as estradas que a elas dão acesso.

Por outro lado, a falta de chuvas já sinaliza um provável racionamento de energia e em algumas regiões, como a da grande São Paulo, também de água. Enquanto isso, mais de seiscentos projetos para a construção – pela iniciativa privada -, de Pequenas Centrais Hidrelétricas, as PCH’s, que, juntas, certamente supririam, com folga, toda a carência energética do país, que inclusive, atualmente, impede até seu desenvolvimento industrial, continuam engavetados na Aneel – Agencia Nacional de Energia Elétrica -, sem sequer serem examinadas.

Existe alguma explicação lógica para, sendo o Brasil o país com o maior potencial hídrico do mundo, estar impedido de progredir por falta de energia elétrica e abastecimento de água potável? Claro que sim: a corrupção. Enquanto falta energia hidrelétrica, além de não progredirmos, temos de suprir nossas necessidades com Usinas Termelétricas, movidas a combustíveis fósseis, cuja geração é muito mais cara e poluente, mas pertencentes a grandes grupos internacionais ou a grandes empresários, amigos ou sócios de grupos políticos corruptos que hoje influem no comando do país.

Constatadas na prática essas necessidades, sumiram da mídia todos os ambientalistas que protestavam contra suas construções e os políticos atrelados a tais ONG’s. Na realidade, esses literalmente bandidos, sempre fingiram defender a minoria indígena, mas só os utilizava como massa de manobra para buscar lucros em benefício próprio, quando deveriam pensar em termos da população geral do país e não se preocupar com a necessidade de mudança de local de uma minoria, em benefício da maioria.

As usinas hidrelétricas e as pequenas centrais hidrelétricas precisam ser construídas em todas as regiões do país, pois além de gerarem energia mais barata e limpa, seus lagos e represas são depósitos de água para abastecer os brasileiros em épocas de seca como a que agora atravessamos.

O país não precisava investir bilhões de dólares na construção de campos de futebol para uma Copa do Mundo ou na construção de portos em outros países, mas esse investimento seria até barato se a população, com esses erros de seus governantes, aprendesse a votar. 

O Brasil precisa ser governado por um patriota, que invista na educação, saúde e infraestrutura, para que o povo, culto, possa progredir e não vote mais nos corruptos que aí estão.

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A reeleição dos corruptos

João Bosco Leal

Eleições 02Na internet circula um texto de autoria indicada como sendo de Bill Cosby, “Tenho 74 anos e estou cansado”, onde o mesmo descreve diversos desvios comportamentais que estão sendo assumidos pelas pessoas das gerações posteriores à dele, mas que as consequências acabam sendo suportadas por todos.

Conta que nada herdou e que trabalhou duro, desde 17 anos de idade e por 50 horas semanais, para chegar onde estava e agora ouvir que tinha de distribuir suas riquezas com as pessoas que não possuem sua ética de trabalho. Que cansara de ver o governo ficar com seu dinheiro e entregá-lo de formas variadas a pessoas que tiveram preguiça de trabalhar como ele.

Diz que foi educado para ter tolerância com outras culturas, mas não entende a violência contra as mulheres praticada pelos seguidores do Islã em seus países e o assassinato de judeus e cristãos, simplesmente por não serem crentes em Alá e, mesmo assim, insistirem em declarações de que essa é a religião da paz.

Ou a permissão da construção de mesquitas e escolas madraças islâmicas – que só pregam o ódio -, em diversos países do mundo, se nenhum deles pode construir uma igreja, templo, sinagoga ou escola religiosa em países árabes, para pregar o amor e a tolerância.

Fala sobre os tóxicos dependentes, fumantes e alcoólatras que fizeram sozinhos a opção por seu estilo de vida, consumo ou vício, mas de alguma forma acabam prejudicando toda a sociedade e não assumem a responsabilidade por suas escolhas e atitudes, além de normalmente ainda culparem o governo de discriminação por seus problemas, como os tatuados e cheios de piercings, que por essas suas escolhas tornaram-se não empregáveis e reivindicam dinheiro do governo, dos impostos, pagos por quem trabalha e produz.

Que cansou, de ver atletas, artistas e políticos de todos os partidos confessarem erros inocentes, estúpidos ou da juventude, mas que na realidade pensam que seu único erro foi ser apanhado, e de pessoas que por não assumirem a responsabilidade por suas vidas e ações, culpam o governo de discriminação por seus problemas.

Alega que, por sua idade, não verá o mundo que essas pessoas estão criando, pois já está no caminho de saída e não de entrada deste, mas fica triste por seus descendentes e sugere que cada um faça sua parte, contrariando o caminho que esses péssimos governantes estão nos proporcionando, por essa ser a única chance de fazer a diferença.

Com as eleições brasileiras se aproximando, penso que realmente temos, individualmente, a chance de mudar tudo o que aí está posto, desde a corrupção generalizada, a imunidade parlamentar, a demora generalizada do poder judiciário em julgar os processos, a aceitação da interferência de um ex Presidente em diversos Poderes e todas as outras falcatruas que diariamente lemos nos jornais ou assistimos pelos noticiários televisivos.

Independentemente de sermos jovens, adultos ou idosos, negros, brancos ou amarelos, de descendência europeia, asiática, americana ou africana, se hoje aqui vivemos e criamos nossos filhos, somos todos brasileiros e é no futuro das nossas próximas gerações de brasileiros é que devemos pensar.

Nada se constrói em um país republicano como o nosso sem o envolvimento de algum dos Três Poderes, ou dos três conjuntamente, mas a total independência destes é fundamental para a sobrevivência da democracia. Entretanto, no Brasil, o Poder Executivo têm, através de nomeações ou de corrupção, interferido diretamente nos outros dois de modo a alterar totalmente muitas decisões que seriam exclusivas destes.

Nos últimos anos, o que se vê nos órgãos públicos, de todos os poderes, é a corrupção e o aumento de impostos, para custear a roubalheira generalizada e as benesses públicas para os que aí estão e buscam a reeleição ou se manter nos cargos que ocupam.

Nas próximas eleições temos uma chance única de alterarmos quadro atual, não reelegendo os corruptos.

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Carta aberta a Letícia Spiller

Leticia SpillerPrezada Letícia,

Antes de mais nada, gostaria de dizer que admiro seu talento como atriz e também te considero muito bonita. Infelizmente, você tem endossado certas ideias um tanto estapafúrdias, aplaudido regimes nefastos como o cubano, e alegado que se arrepende de ter usado uma camisa com a bandeira americana no passado, chegando a afirmar que se fosse hoje usaria uma com o Che Guevara.

Ontem, sua casa no Itanhangá foi assaltada por bandidos armados, que lhe fizeram de refém enquanto sua filha dormia logo ao lado. Lamento o que você passou, pois deve ser, sem dúvida, uma experiência traumática. Nossa casa é nosso castelo, e se sentir inseguro nela é terrível, especialmente quando temos filhos menores morando com a gente. A sensação de impotência é avassaladora, e muitos chegam a decidir se mudar do país após experiências deste tipo.

O que eu gostaria, entretanto, é que você fosse capaz de fazer uma limonada desse limão, ou seja, que pudesse extrair lições importantes desse trauma que ajudassem a transformá-la em uma pessoa melhor, mais consciente dos reais problemas que nosso país enfrenta. Se isso acontecesse, então aquelas horas de profunda angústia não seriam em vão.

Como você talvez saiba, sou o autor do livro Esquerda Caviar, que fala exatamente de pessoas com seu perfil (aproveito para lhe oferecer um exemplar autografado, se assim desejar). Artistas e “intelectuais” ricos, que vivem no conforto que só o capitalismo pode oferecer, protegidos pela polícia “fascista”, mas que adoram pregar o socialismo, a tirania cubana ou tratar bandidos como vítimas da sociedade: eis o alvo da obra.

Essa campanha ideológica feita por esses artistas famosos acaba tendo influência em nossa cultura, pois, para o bem ou para o mal (quase sempre para o mal), atores e atrizes são formadores de opinião por aqui. Quando um Sean Penn, por exemplo, abraça o tiranete Maduro na Venezuela, ele empresta sua fama a um regime nefasto, ignorando todo o sofrimento do povo venezuelano. Isso é algo abjeto.

No Brasil, vários artistas de esquerda têm elogiado ditaduras socialistas, atacado a polícia, o capitalismo, as empresas que buscam lucrar mais de forma totalmente legítima, etc. Muitos chegaram a enaltecer os vagabundos mascarados dos black blocs, cuja ação já resultou na morte de um cinegrafista.

Pois bem: a impunidade é o maior convite ao crime que existe. Quando vocês tratam bandidos como vítimas da sociedade, como se fossem autômatos incapazes de escolher entre o certo e o errado, como se pobreza por si só levasse alguém a praticar uma invasão dessas que você sofreu, vocês incentivam o crime!

Pense nisso, Letícia. Gostaria de perguntar uma coisa: quando você se viu ali, impotente, com sua propriedade privada invadida, com armas apontadas para a sua cabeça, você realmente acreditou que estava diante de pobres vítimas da “sociedade”, coitadinhos sem oportunidade diferente na vida? Ou você torceu para que fossem presos e punidos por escolherem agir de forma tão covarde contra uma mãe e uma filha em sua própria casa?

Che Guevara, que você parece idolatrar por falta de conhecimento, achava que era absolutamente justo invadir propriedades como a sua. Afinal, o socialismo é isso: tirar dos que têm mais para dar aos que têm menos, como se riqueza fosse jogo de soma zero e fruto da exploração dos mais pobres. Você se enxerga como uma exploradora? Ou acha que sua bela casa é uma conquista legítima por ter trabalhado em várias novelas e levado diversão voluntária aos consumidores?

Nunca é tarde para aprender, para tomar a decisão correta. Por isso, Letícia, faço votos para que esse desespero que você deve ter sentido ontem se transforme em um chamado para uma mudança. Abandone a esquerda caviar, pois ela não presta, é hipócrita, e chega a ser cúmplice desse tipo de crime que você foi vítima. Saia das sombras do socialismo e passe a defender a propriedade privada, o império das leis, o fim da impunidade e o combate ao crime, nobre missão da polícia tão demonizada por seus colegas.

Te espero do lado de cá, o lado daqueles que não desejam apenas posar como “altruístas” com base em discurso hipócrita e sensacionalista, daqueles que focam mais nos resultados concretos das ideias do que no regozijo pessoal com as aparências de revolucionário engajado. Será bem-vinda, como tantos outros que já acordaram e tiveram a coragem de reconhecer o enorme equívoco das lutas passadas em prol do socialismo.

Um abraço,

Rodrigo Constantino

Obs: um PS foi escrito após tanta repercussão.

Publicado por: Veja


O impeachment da Dilma

O  impeachment, na minha visão, funciona como o botão que se aperta para dar  descarga na privada. Você já fez o que precisava ser feito e não precisa  mais olhar os seus dejetos, misturados ao papel higiênico usado. E se tudo  ainda não for pelo buraco adentro, engolido pelo jorro de água, você aperta o  botão de novo. Simples, o .

Hoje, milhões de brasileiros apertaram o botão que deveria fazer sumir essa  bosta de governo petista. Há um misto de repugnância e exasperação nas  pessoas. Digamos – para continuar com a imagem escatológica – que estamos  sofrendo uma insuportável prisão de ventre que faz doer a barriga, em  espasmos. Nossos intestinos estão cheios, empanturrados com fatos e verdades  não só sobre as mazelas do Planalto. Mas o Congresso…meu Deus, três  bandidos condenados na Comissão de Justiça? O Renan, julgado corrupto,  decidindo o que serve para nós, povo brasileiro?

Os congressistas, deputados  federais, a maioria sendo processada por “malfeitos”, para usar a  expressão do FHC? Seriam eles o nosso  purgante salvador? Nem pensar. Mais da metade desses indivíduos nem  eleitos foram. Eram vice, pagaram as despesas de campanha, o titular se  retirou para alguma “boca” combinada previamente e o agora premiado  senador senta sua bunda na cadeira para fazer negócios. Concorrência  pública?…quem dá mais comissão leva. Esses caras exageraram, canalhas  contumazes, viciados por anos e anos de impunidade.

Eles tem alçadas de  poder, verbas de tudo quanto é jeito, sinecuras – e agora preparam seus  filhotes para lhes suceder na boca rica. O nepotismo corre solto. Não há o  que se esperar deles, não virá de lá nenhuma atitude cívica – como votar o  impeachment da Dilma. Pois eles também deveriam ser “impichados”.  Vale o mesmo sentimento para com a Justiça, que a imprensa todo dia mostra  como um vulgar balcão de negócios e interesses. A Petrobrás, o BNDES, as  estatais…tudo aparelhado pelo Lula e  sua quadrilha.

A Dilma preside esse lupanar (palavra antiga, puteiro  seria melhor) com seu beicinho arrogante, perpetrando absurdos com a  cumplicidade de seus 39 (trinta e nove) ministros. Nem vou listar os  despautérios, quem não é analfabeto, do MST ou bóia-fria sabe de cor que  aquela senhora Dilma extrapolou. Ela, no passado, conseguiu até falir uma  lojinha de badulaques chineses, seu maior empreendimento até ser guindada a  ministra pelo pior dos brasileiros vivos, essa desgraça chamada Lula.

Então é  o seguinte: hoje, as manifestações apertaram o botão da privada,  coletivamente, num ato de dignidade e consciência política. Mas lá  dentro da privada a merda rodou, rodou -  e não foi embora. Falta um balde de água. Falta uma mudança  total, de tudo. Falta uma greve geral que tenha a força de liquidar essa  quadrilha do PT, incrustada no poder. Falta o impeachment da Dilma. Quem será  essa pessoa que vai salvar os restos deste país?

Publicado por : Resumo Online


O governo que lesa e mata os brasileiros

João Bosco Leal

Arena da Amazonia 01O futebol nunca me atraiu, mas as notícias que tenho lido sobre os investimentos que estão sendo realizados nos estádios do Brasil para a realização da Copa do Mundo de Futebol de 2014 chamam minha atenção.

A segunda Copa realizada nos gramados do país – a primeira foi em 1950 – dará, aos torcedores brasileiros, a oportunidade de assistir ao principal torneio da modalidade esportiva mais praticada no mundo em uma cidade próxima ou mesmo na sua.

Entretanto, para que isso ocorra, o governo do PT – que assumiu esse compromisso ainda quando Lula era o presidente -, está investindo bilhões de reais na reforma dos estádios já existentes e na construção de novos, onde os jogos ocorrerão, alegando que este é um bom investimento, pois em todos os países onde ela ocorreu aumentou significativamente o número de turistas, o PIB e a geração de empregos.

Não é bem assim: em 1994, sem investir um só centavo nos estádios que já estavam todos prontos, os EUA aumentaram seu PIB em 1,4%, enquanto o Japão teve um decréscimo de 0,3% quando as disputas se deram naquele país. Em 2002, a Coréia do Sul contava com a geração de 500.000 novos postos de trabalho e em 2006 a Alemanha esperava a criação de 100.000 empregos a mais, mas só 50% deles realmente foram contabilizados nos dois países.

Os estudos iniciais do governo eram de um investimento estatal total R$ 7,5 bilhões em infraestrutura – estádios, aeroportos e mobilidade urbana – para a realização da mesma no país, mas em junho de 2013 o mesmo já admitia gastos de R$ 7,6 bilhões somente nos estádios, R$ 8,4 bilhões nos aeroportos, R$ 8,9 bilhões em mobilidade urbana e mais R$ 3,2 bilhões em segurança, portos e telecomunicações, totalizando R$ 28,1 bilhões investidos somente nestas áreas.

A presidente Dilma e seu ministro Guido Mantega, alegam que não há dinheiro do governo federal nos estádios de futebol, mas somente empréstimos subsidiados do BNDES e renúncias fiscais, chamando assim de imbecis todos os brasileiros, pois, afinal, de quem é o BNDES e quem perde com renúncias fiscais?

O Tesouro Nacional repassou mais R$ 24 bilhões ao BNDES no final de 2013, totalizando, nos últimos quatro anos, mais de R$ 300 bilhões injetados no banco de fomento do governo brasileiro, que além dos campos de futebol, atualmente financia a construção de portos e aeroportos em Cuba e diversas outras obras no exterior, concentradas principalmente em projetos de infraestrutura na América Latina e na África.

São obras de hidrelétricas, aquedutos, gasodutos, operações de transporte, metrôs, rodovias, ferrovias, parques eólicos. “É um conjunto bastante diversificado”, declara a superintendente da Área de Comércio Exterior do banco, Luciene Machado.

A quem interessa investirmos na infraestrutura de outros países, se nossas estradas estão intransitáveis, com buracos, sem acostamentos, com pouca ou nenhuma sinalização, com falta de duplicações nos trechos de maior movimento e que por isso matam milhares de brasileiros todos os anos e a saúde, educação e segurança pública do país estarem na situação em que se encontram?

Que governo é este que achaca os brasileiros para dar a outros povos, investir em outros países, enquanto o Brasil carece de investimentos em todas as áreas de responsabilidade estatal?

A infraestrutura rodoviária, de portos e de geração de energia brasileira – em sua grande maioria construída durante os governos militares -, hoje apontadas como os grandes gargalos para o crescimento do país, está sendo privatizada porque o governo não possui recursos sequer para conservá-las, mas consegue financiar para o governo de Cuba, a construção do maior porto da América Latina.

De que adianta sediarmos a Copa do Mundo se nosso povo continuará carente de transporte, segurança, educação e saúde condizente com o que paga em tributos?

Para investir em outros países, o governo do PT lesa e mata os brasileiros.

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Não têm vergonha na cara

Emerson Ribeiro

Corruptos 02O presidente recém eleito do PT disse, com a cara mais lavada do mundo em reunião oficial, que: “ninguém pode se arvorar de querer nos ensinar lição de ética”. Homem sem vergonha, com o cargo adequado, a presidência da agremiação corrupta antinacional, travestida de partido político.

O negócio é bem ao contrário. Qualquer petista que tivesse alguma hombridade (coisa rara) deveria, como se diz, “evitar falar de corda em casa de enforcado”. Ética, exatamente o que não há entre eles, hombridade, respeito ao Estado Brasileiro, ao Povo Brasileiro. Mas a religião dessa gente é o descaramento absoluto, a mentira, a crença frenética na propaganda. Patifes. O outro vagabundo, o operário que nunca trabalhou mas é citado entre os dez homens mais ricos do Brasil, disse: “nunca um partido pulitko foi tão mau falado nexte paíf”. Eu o interromperia dizendo: pois nunca um partido político esteve tão claramente envolvido em roubalheira, assassinato, corrupção, favorecimento ao tráfico de armas e drogas, organização “policriminosa”.

Em outro artigo de poucas semanas atrás, classifiquei-os de psicóticos, dementes “gramscianos”, etc. Na realidade não são socialistas, não são psicóticos. São malfeitores acostumados com a vida ao largo da lei, mas como autoridades em nosso infelicitado País, eles até fazem leis.

O arcabouço legal de 1988 veio animado de graves preocupações democráticas, fraternistas, numa espécie de ressaca dos tempos difíceis. Mas a constituição não contava com a possibilidade de marginais assomarem ao poder valendo-se daquelas boas intenções, assim burladas com as ferramentas do cinismo, da prestidigitação política, do fisiologismo populista, do crime e a perfídia.

Há gente que não pensa assim. Há gente que vota nos candidatos do PT, que se filia no partido. O tecido social brasileiro nunca esteve tão podre e dividido como agora. Esse partido está levando o Brasil progressivamente para os caminhos mais errados da história contemporânea, esdrúxulos e antinaturais, sobejamente testados e reprovados no século passado. Estamos entrando num tipo de “apartheid” muito mais grave do que o da África do Sul dos anos 80. Se os derrotarmos nas próximas eleições teremos de trabalhar muito, talvez uns trinta anos para limpar o lixo que domina os cargos públicos e a mente de milhões de brasileiros. É preciso estimular discussões sobre isso.

Você, leitor, tem idéia do que essa gente está fazendo? Você vota no PT? Pois se você tem dignidade, família, acredita no trabalho e na Pátria, na boa conduta, mude, vote em outro partido. Qual?

Qualquer um que não faça aliança com eles. Existe muita farinha no mesmo saco, preste atenção. Não há nem jamais houve no Brasil nenhum partido político que tivesse reconhecimento ou exemplo de honestidade. Mas há um nitidamente identificado, tematicamente ligado com corrupção, para falar somente do mais brando de seus crimes. Fazer uma relação das sujidades que caracterizam esse partido político é alongar demais o texto.

Emerson Ribeiro – médico em Sinop, MT    emejdr@hotmail.com

Publicado por:  Só Notícias


Elite privilegiada

Luiz Nassif

Luis Nassif 03Muitos se dizem aviltados com a corrupção e a baixeza de nossos políticos.

Eu não, eles são apenas o espelho do povo brasileiro: um povo preguiçoso, malandro, e que idolatra os safados. É o povo brasileiro que me avilta!

Não é difícil entender porque os eleitores brasileiros aceitam o LULA e a quadrilha do PT como seus líderes. A maioria das pessoas deste país faria as mesmas coisas que os larápios oficiais: mentiriam, roubariam, corromperiam e até matariam. Tudo pela sua conveniência.

Com muitas exceções, os brasileiros se dividem em 2 grupos :

1) Os que roubam e se beneficiam do dinheiro público, e

2) Os que só estão esperando uma oportunidade de entrar para o grupo 1.

Por que será que o brasileiro preza mais o Bolsa Família que a moralidade?

Fácil: Com a esmola mensal do bolsa família não é preciso trabalhar, basta receber o dinheiro e viver às custas de quem trabalha e paga impostos.

Por que será que o brasileiro é contra a privatização das estatais?

Fácil: Em empresa privada é preciso trabalhar, ser eficiente e produtivo; senão perde o emprego. Nas estatais é eficiência zero, comprometimento zero e todos a receber o salário garantido, pago com o imposto dos mesmos idiotas contribuintes.

Para mim chega!

Passei minha vida inteira trabalhando, lutando e tentando ajudar os outros. Resultado: Hoje sou chamado de ‘Elite Privilegiada’.

Hoje a moda é ser traficante, lobista, assaltante e excluído social.

Por isso, tomei a decisão de deixar de ser inocente útil, e de me preocupar com este povo que não merece nada melhor do que tem.

Daqui pra frente, mudarei minha postura de cidadão.

Vou me defender e defender os direitos e interesses da nossa ‘Elite Privilegiada’

1) Ao contrário dos últimos 20 anos, não farei mais doações para creches, asilos e hospitais. Que eles consigam os donativos com seu Querido ‘governo voltado para o Social’.

2) Não contribuirei mais com as famosas listinhas de fim de ano para cesta de natal, de porteiros manobristas, faxineiros e outros (O ABILIO TINHA RAZÃO). Eles já recebem a minha parte pelo Bolsa-Família.

3) Não comprarei mais CDs e não assistirei a filmes e peças de teatro dos artistas que aderiram ao Lulismo (lembra, “tem que por a mão na merda!”). Eles que consigam sua renda com as classes c e d, já que a classe média que os sustentou até hoje não merece consideração.

4) Não terei mais empregados oriundos do norte-nordeste (curral eleitoral petista). Por que eles não utilizam um dos ‘milhões de empregos gerados por este governo’?

5) Depois de 25 anos pagando impostos , entrarei no seleto grupo de sonegadores. Usarei todos os artifícios possíveis para fugir da tributação, especialmente dos impostos federais (IR). Assim, este governo usará menos do meu dinheiro para financiar o MST, a Venezuela, a Bolívia e as ‘ONG´s fajutas dos amigos do Lula’.

6) Está abolida toda e qualquer ‘gorjeta’ ou ‘caixinha’ para carregadores, empacotadores, frentistas, e outros ‘excluídos sociais’. Como a vida deles melhorou MUITO com este governo de esquerda’, não precisam mais de esmolas.

7) Não comprarei mais produtos e serviços de empresários que aderiram ao Lulismo. É só consultar a lista da reunião de apoio ao Lula, realizada em Setembro/06. Como a economia está ‘uma beleza’, eles não estão precisando de clientes da ‘Elite Privilegiada’ .

8) As revistas, jornais e tv´s que defenderam os corruptos em troca de contratos oficiais estão eliminadas da minha vida (Isto É, Carta Capital, Globo, etc). A imprensa adesista é um ‘câncer a ser combatido’. As tv´s que demitiram jornalistas que incomodaram o governo (lembra da Record com o Boris Casoy?) já deixaram de ser assistidas em casa.

9) Só trabalho com serviços públicos privatizados. Como a ‘Elite Privilegiada’ defende a Privatização, usarei DHL ao invés dos Correios, não terei contas na CEF, B.Brasil e outros Órgãos Públicos Corruptos.

10) Estou avisando meus filhos : Namorados petistas serão convidados a não entrar em minha casa. E dinheiro da mesada que eu pago não financia balada e nem restaurante com petista. Sem Negociação.

11) Não viajo mais para o Nordeste. Se tiver dinheiro, vou para o exterior, senão tiver vou para o Guarujá. O Brasil que eu vivo é o da ‘Elite Privilegiada’ , não vou dar PIB para inimigo.

12) Não vou esquecer toda a sujeira que foi feita para a reeleição do ‘Sapo Barbudo’, nem os nomes dos seus autores. Os boatos maldosos da privatização ( Jacques Wagner, Tarso Genro, Ciro Gomes), a divisão do Brasil entre ricos e pobres ( Lula, José Dirceu), a Justiça comprada no STF (Nelson Jobin), a vergonha da Polícia Federal acobertando o PT (Tomás Bastos), a virulenta adesão do PMDB (Sarney, Calheiros, Quércia), a superexposição na mídia do Lula ( Globo) ..

Sugiro que vocês comecem a defender sua ideologia e seu estilo de vida, senão, logo logo, teremos nosso patrimônio confiscado pela ‘Ditadura do Proletariado’

Estou de luto! O meu país morreu!

- EU DESISTI DO BRASIL!!!

Luiz Nassif

Publicado por:  Fora de Pauta da GGN – Luiz Nassif Online


O governo do Brasil me ‘copula’ três vezes

Jim Pereira – Conselho de Sintra – Portugal

 Elefante copulando

Trabalhei 32 anos na Varig.

Descontei para o Instituto AERUS de Seguridade Social (previdência complementar privada) desde a sua fundação, em 1983. Descontei mensalmente durante 20 anos! Em abril de 2006, depois de muitas trapalhadas entre a patrocinadora e o Instituto – foram 21 renegociações (ou repactuações) da dívida, TODAS autorizadas pelo órgão FEDERAL responsável pela supervisão e fiscalização das entidades fechadas de previdência complementar), o governo federal decidiu intervir para liquidar. As poupanças daqueles que estavam na ativa esfumaram-se.
Os benefícios mensais dos assistidos foram reduzidos em até 92%!!
O órgão FEDERAL supervisor e fiscalizador das entidades fechadas de previdência complementar até hoje – vai fazer OITO anos! – está assobiando para o lado… e cumprindo à risca a máxima do seu anterior chefe, Lula da Silva: nada sei, nada vi, nada escutei.
Macacos 04
Ora, como é fácil de deduzir, a vida tornou-se difícil para a grande maioria desses trabalhadores. Se alguns conseguiram colocação, no Brasil ou no Exterior, se alguns tinham uma boa situação econômico-financeira suficiente para aguentar o tranco, uma grande parte não conseguiu recolocação e o seu pé-de-meia era, justamente, as contribuições – poupança – para o Aerus. Era com isso que eles contavam. De repente tudo desmoronou…
Sou aposentado pelo INSS, e como recebo um valor superior a um salário mínimo, o reajuste que me cabe é sempre MENOR do que a inflação do período. Ou seja, o governo persegue um achatamento até que eu venha a receber o equivalente a um salário mínimo.
Pessoalmente, graças a Deus, a minha família pôde me ajudar. Mudei-me então para Portugal em fevereiro de 2010.
Recebo por via legal e oficial (convênio internacional Brasil/Portugal) o meu benefício mensal do Instituto Nacional de Previdência Social. Há uns meses notei uma diminuição no valor mensal. Atribuí, bestamente, à desvalorização do Real frente ao Euro. Até que numa noite de sábado eu soube da triste verdade: aposentados pelo INSS residentes no Exterior são garfados, sim, a expressão é mesmo esta, em vinte e cinco por cento dos seus vencimentos. Entenda, generoso leitor, esse desconto é só para quem mora fora do Brasil!!

Ideias simples, mas eficientes.

João Bosco Leal

Corruptos 02Através do chamado “mensalão”, agora condenado pelo Supremo Tribunal Federal, quando no poder, o PT utilizou-se da corrupção que tanto condenava, com uma intensidade e volume “jamais vista na história desse país”.

O maior crime já cometido no país não foi de corrupção de valor apenas monetário, mas contra todos os princípios da democracia, pois partidos políticos inteiros foram comprados e o sistema sindical representativo de classe, também corrompido, por diversas vezes conduziu massas contra seus próprios interesses.

Além dos votos, consciências foram compradas e desviou-se dinheiro dos locais onde mais o país deveria investir: saúde e educação. Pessoas morreram e continuam morrendo em filas de hospitais, porque alguns roubaram seus direitos de serem decentemente e prontamente atendidos.

Milhões continuam totalmente ou semianalfabetos porque aos políticos não interessa que saibam muito e assim possam questioná-los. É melhor mantê-los prisioneiros de algum “benefício”, como as diversas “bolsas” e “vales” ultimamente instituídos, que os fazem votar em quem os “ajuda”, perpetuando assim no poder seus “benfeitores”.

Nos governos do PT o Poder Legislativo foi corrompido de tal forma que perdeu totalmente sua legitimidade, a ponto de provocar uma enorme onda de protestos pelo país inteiro, fazendo com que diversos pleitos da sociedade fossem aprovados “na marra”.

E para dar sustentação econômica a esse quadro, instituições como o Banco do Brasil, BNDES, Petrobrás e EBCT, as maiores do país, foram fraudadas. Os desvios para corrupção e os interesses políticos sobre a administração de determinadas empresas atingiram volume suficiente para colocar em risco o capital de algumas, que já estiveram entre as maiores do mundo em seu ramo de atividades, como a Petrobrás, mas atualmente está impedida de fazer investimentos necessários a seu crescimento – ou ter de buscar sócios para fazê-lo – por falta de capital.

Atualmente, membros e simpatizantes do PT dizem não ser justo prender José Dirceu e manter Maluf na rua e alegam que a compra de votos no congresso teria sido iniciada no governo Fernando Henrique Cardoso, quando da votação da lei que permitiu sua reeleição, esquecendo-se que, independentemente de quando teve início, o fato é que a compra de votos é um crime e, portanto, todos que dela se utilizam deveriam ser presos e num país com tantas impunidades, a fila tinha que começar com alguém, mas todos sabem que, como sempre, os peixes maiores, do PT e de outros partidos, ainda continuam soltos.

Entretanto, há poucos dias ouvi uma sugestão que me pareceu espetacular, que talvez acabasse de vez com a corrupção política no país: “Proibir o voto de todo eleitor que receba qualquer benefício dos poderes executivos municipal, estadual ou federal”. A condição básica para sua inclusão em qualquer desses programas, seria a retenção do seu título de eleitor pelos Tribunais Regionais Eleitorais.

Seria o maior freio na corrupção e um grande avanço na democracia brasileira. Se não poderá votar, para que dar-lhe algum benefício como as chamadas “cestas” ou “vales”? E sem nada receber, esses eleitores certamente passariam a exigir coisas que realmente deveriam lhes importar, como trabalho, educação e saúde.

A corrupção só cessará quando a justiça realmente funcionar, mas sem esse interesse em corromper o eleitor estaríamos realmente virando uma página suja da história do país e partindo para uma nova, de prosperidade para todos.

Acredito no futuro, muitas vezes construído com ideias simples, mas eficientes.

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O voo da galinha

Arnaldo Jabour

Voo da Galinha 01A extensa reportagem da revista inglesa ‘The Economist’ sobre o Brasil devia servir como um programa de governo

A extensa reportagem da revista inglesa “The Economist” sobre o Brasil devia servir como um programa de governo para a presidenta Dilma.

A revista é reconhecidamente a melhor do mundo em seriedade e profundidade de informação. No entanto, nossa raivosa e arrogante Chefa considerou a matéria uma espécie de “oposição” à sua administração cada vez mais “bolivariana”: “A revista está mal informada etc.” e repetiu os slogans que seus assessores petistas lhe sopram. É tão impressionante isso tudo. O tom geral da matéria deplora, lamenta que o Brasil, com todas as condições para uma decolagem, um “take off”, esteja jogando tudo para o alto, tanto pelo olho nas eleições quanto pela teimosia ideológica de enfiar o país dentro de um programa arcaico e inútil. Claro que os governistas acusarão a revista de “imperialista”, de “neoliberal”, de estar do lado das “grandes corporações” — o mesmo uso que fizeram sobre a espionagem americana na Petrobras (será que descobriram por que a Petrobras comprou uma refinaria no Texas por 1 bilhão e duzentos milhões de dólares que não consegue vender nem por 100 milhões?).

Essa gente que está no poder bota sempre a culpa de nossa indigência em alguém de fora. Nosso amigo e líder Nicolas Maduro, da Venezuela, disse que a falta de papel higiênico, de comida e de energia é tudo culpa do Estados Unidos. Seguimos sua linha.

Aliás, preparem-se para uma eventual reeleição da Dilma que, ao que tudo indica, vai partir para o “bolivarianismo” explícito, como já declara o site do PT. Será que a nova Dilma vai se “cristinizar” para a construção do “socialismo imaginário” que justificou o “mensalão”?

Na realidade, a revista, em seu artigo chamado “Será que o Brasil se detonou?”, praticamente só faz perguntas. “Por quê?” — pergunta a revista o tempo todo.

Por que, entre os países emergentes, nós temos o pior desempenho? Terá sido apenas um voo de galinha (chicken flight?), pois aproveitamos muito mal a enxurrada de dinheiro que entrou aqui nos últimos anos? Por quê? Por que o governo não ataca os problemas principais, enunciados por qualquer economista sério do mundo, e se detém em remédios demagógicos, como buscar médicos medíocres em Cuba para fazer propaganda socialista nas cidades pobres, como o ridículo trem-bala, como os estádios bilionários para a Copa, que até nosso povo “futeboleiro” condenou nas manifestações? Por que o famoso PAC, com seu “desenvolvimentismo tardio”, não consegue terminar nem 20% das obras propostas? Por que o governo não consegue privatizar (opa: “fazer concessões”) nem rodovias, nem ferrovias, nem aeroportos, sem errar várias vezes, sem conseguir redigir contratos decentes, atraentes? Por que o Rio São Francisco continua parado, com grandes regos secos que o Exército fez? Por que não explicam à população as causas dos atrasos, em vez de gastarem bilhões em propaganda enganosa? Por que o número de carros dobrou em dez anos e as estradas continuam podres e paralisadas? Por que a China acaba de cancelar a compra de 2 milhões de toneladas de soja por causa da dificuldade do “gargalo Brasil”? Por que a maior produção de soja no mundo fica na fila infinita de caminhões porque não há silos, detidos pela burocracia mais atrasada do planeta? Por que a inflação pode se descontrolar de novo? Por que contrataram mais de 100 mil pelegos para boquinhas no governo, em vez de cortar custos da atividade-meio? Por que estimular o consumo, sem estimular o aumento da oferta? Por que os preços no Brasil são o dobro de qualquer país do mundo, sendo que o chamado “Big Mac Index”, a ferramenta de comparação de preços, mostra que nosso Big Mac é 72% mais caro que em qualquer lugar e carros custam 45% mais caro que no México, nos EUA? “Ah… porque a carga tributária é de 36% do PIB e nos outros países semelhantes não passa de 21%”. Então, por que não lutar por uma reforma tributária profunda, em vez de jogadas periódicas premiando uma ou outra atividade? Por quê? “Ah, porque é muito difícil passar no Legislativo…” Mas, por que não usar toda a força da maioria que tem para isso? Por que a agroindústria, tão esquecida pelo governo (que gosta mais do MST), salva-nos todo ano com sua lucratividade? Será que vai bem justamente porque o governo não se meteu? Por que o SUS é a porta do inferno? Por que a educação-zero está impedindo a produção nacional, sem mão de obra para nada? Por que temos o recorde mundial de analfabetismo funcional? Por que será que os investidores internacionais têm medo de vir para cá, ultimamente? Será que é porque eles sabem que nós mudamos regras, não respeitamos contratos nem marcos regulatórios e porque nós queremos lhes enfiar o Estado goela abaixo? Por que será que, de todo o dinheiro arrecadado para as aposentadorias no país, 50% são para pagar apenas 20% dos aposentados (setor público, claro), enquanto a outra metade é para pagar os 80% restantes? Por que somente 1,5% do PIB é investido em infraestrutura, quando no resto do mundo são por volta de 4%? Por quê? Nossa infraestrutura é a 114ª pior entre 148 países.

Ou seja, continuamos sob “anestesia mas sem cirurgia” (Simonsen). Por quê? Talvez a resposta esteja em Platão e sua carroça. Ele disse que é dificílimo guiar um carro com dois cavalos diferentes — um bom marchador e outro manco e lento. É nosso destino, em um governo dividido entre o “bolivarianismo” e as necessidades óbvias, reais do país. Ao contrário do que proclamam, o óbvio pragmatismo administrativo não é “de direita” não, e seria bom para o crescimento e para reduzir a desigualdade.

A matéria da “The Economist” tem a boa intenção de nos acordar para a racionalidade; não quer nos destruir, não é da “oposição”. A reportagem da revista, que é lida no mundo inteiro, serve para nos lembrar da famosa frase de Reagan (sim, o reacionário) — perfeita para nos definir: “O Estado não é a solução; o Estado é o problema.”

Ah, sim; a revista esqueceu de mencionar uma importante força da natureza que nos impele para o erro: a muito esquecida categoria política da… burrice.

 Publicado poir:  O Globo