As escolas de antigamente

Gen. Valmir Fonseca Azevedo Pereira*

General Valmir Fonseca 01Vou falar das Escolas que cursamos no passado. No meu caso, das militares, da Escola Preparatória de Porto Alegre (EPPA) e da Academia Militar das Agulhas Negras (AMAN).

Nelas, tivemos os exemplos de bons instrutores e monitores, de Tenentes dedicados, todos de conduta ilibada e por vezes mais severos do que gostaria a nossa juventude.

Olhávamos com respeito, os Capitães, os superiores, e, até com certo temor as maiores autoridades, os Coronéis, e principalmente, os Generais. Com maior razão o General Comandante da AMAN.

E eles nos ensinavam os assuntos militares e os morais e cívicos, pregavam a obediência a princípios fundamentais, falam sobre valores, e sublinhavam o respeito aos subordinados.

Em geral apregoavam a máxima de “não faças aos outros, o que não desejas que façam contigo”.

Acordávamos cedo e lá estavam eles, exigiam o traquejo na farda e lá estavam eles, impecáveis, destacavam a importância da disciplina e do cumprimento da hierarquia.

E assim, durante anos naqueles bancos escolares eles passaram por nós, Oficiais, Sargentos e Praças, em decorrência das transferências; mas mudava o homem e não a tônica do exemplo e da dedicação.

A qualquer momento lá estavam eles, nas instruções, nas provas, e mesmo nas dificuldades em apoio aos necessitados.

Ah, nas escolas de antigamente aprendemos ensinamentos maravilhosos, tantos que de certa forma a sua influência faz parte de nosso caráter.

Somos gratos.

Contudo, hoje é flagrante que cometeram “falhas imperdoáveis”, pois não nos ensinaram a ser patifes, calhordas, cretinos, nem desonestos, nem falsos, nem bandidos, nem a conviver com estes tipos de indivíduos, e, o pior, nem a combatê – los.

Hoje, reclamamos e tornamos público a nossa falta de capacidade e despreparo para engolir o que assistimos: a ganância, a corrupção, o apogeu da mentira e a enganação.

Incompetentes” instrutores e monitores que não nos prepararam para conviver sob a égide dos “fins justificando os meios, e de que tudo vale em beneficio de seus interesses”, que nos moldaram sob as premissas da virtude, e a preservação da honra e da dignidade, a qualquer custo.

Mas, na certeza de que não agiram de má fé, desculpamos a sua inocência ou a sua boa intenção de esconder – nos que lá fora, um dia, nesta Terra predominaria a falta de caráter, a impunidade, e que o mérito seria um nauseabundo defunto diante dos interesses pessoais.

Infelizmente, sob o peso dos anos, nós que frequentamos as escolas de antigamente, não temos mais tempo nem saco de apreendermos a arte da patifaria e, por isso, vez por outra, indignados por assistir a tantas falsidades, ao ver florescer o escárnio e a injustiça, reclamamos, denunciamos.

Mas é um grito inútil, pois os tempos são outros, a escolas de antigamente foram substituídas, e sabe – se lá o que os novos mestres ensinam, neste caso, em preparação dos jovens para se saírem bem entre os demais patifes. Nós, infeliz ou felizmente, deste tema, nada aprendemos.

Evidentemente, a História da Humanidade tem nas suas linhas uma infindável lista de indivíduos de baixíssimo padrão moral, pessoas sem escrúpulos.  E assim será, agora e sempre.

Porém, o duro é testemunhar no Brasil, que aqui, quanto mais cretino melhor, como comprovamos no nosso dia a dia.

Mas é tarde para voltar aos bancos escolares, e mais difícil viver nestes novos tempos sem reclamar daqueles antigos Mestres, que não nos prepararam para viver nesta fedorenta esbórnia.

A grande dúvida é se diante de tantos patifes, a História da Pátria poderia perdoar – nos se liderássemos uma revolução que sob a desculpa do “paredón” eliminasse sem piedade, os abomináveis detratores da honra e da grandeza do Brasil.

Brasília, DF, 31 de maio de 2014

Gen. Bda Rfm Valmir Fonseca Azevedo Pereira

*Cadete do último ano do Curso de Infantaria da AMAN, sob o Comando do inesquecível General Emílio Garrastazu Médici, em 31 de março de 1964.

**Recebido do próprio autor, por e-mail


Quem és?

João Bosco Leal

Corrupção 10Que só usa carro do ano?

Que só voa em jato particular?

Que só se veste com roupas de marca feitas por encomenda?

Que só usa calçados feitos de cromo alemão?

Que só fuma charutos cubanos?

Que bebe vinhos que custam salários?

Que usa jóias que comprariam casas?

Que frequenta restaurantes extremamente caros?

Que assiste a shows exclusivos?

Que de você muito se fala?

Que nas ruas raramente é encontrado?

Que possui camarotes que o separam dos outros?

Que de sua mansão, não vê os que sentem frio?

Que não alimenta os que passam fome?

Que não se importa com as filas nos hospitais?

Que não conhece pessoas humildes?

Que não conversa com analfabetos?

Que não se lembra de seus amigos de infância?

Que sobre tudo, sabe mais que todos?

Que pouco tinhas, mas hoje muito tens?

Que convincentemente, não explica como enriqueceu?

Que em nome de outros muitos bens possui?

Que se acha inatingível?

Que tanta gente prejudicou?

Que provoca vergonha em muitos?

Que seus netos ainda ouvirão sobre suas corrupções?

Lembre-se que, sem nada ou ninguém, ao pó voltarás e ao seu lado sepultarão quem não conheces.

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Kosovos indígenas

Preâmbulo - F. Maier

Infelizmente, caminhamos para uma verdadeira “balcanização” do território brasileiro. No futuro, é muito provável que as “nações indígenas” queiram se separar da República brasileira, criando “repúblicas autônomas” como as que havia na antiga Iugoslávia, para depois se separarem definitivamente do Brasil. As “reservas indígenas” serão nossos Kosovos, nossas Croácias, nossas Bósnias, nossas Montenegros no futuro, caso não detenhamos o desmembramento a tempo - sem considerar os bantustões dos quilombolas e do MST, em amplo e acelerado processo de formação.

Abaixo, artigo de um oficial brasileiro que conhece muito bem o assunto.

***

Indios no Brasil 01Kosovos indígenas 

Osmar José de Barros Ribeiro (*)

03 de março de 2008

Por razões que são até hoje desconhecidas, desde o governo Fernando Collor o Brasil vem, sem maiores questionamentos, cedendo às pressões de ONGs ambientalistas e indigenistas bem como de governos estrangeiros e de grupos financeiros internacionais, no sentido de criar um número crescente de reservas indígenas, particularmente na Região Norte. Nosso meio de comunicação sabe-se lá a razão, talvez por desconhecimento, talvez por má-fé, engrossam esse coro vindo do exterior.

Para não irmos muito longe: a questionada e questionável criação da TI (Terra Indígena) Raposa-Serra do Sol em área contínua, colocou mais de 40% do território do Estado de Roraima sob a jurisdição de fato do Conselho Indigenista de Roraima (CIR), órgão ligado a uma série de organizações, como a Cafod (Agência Católica para o Desenvolvimento, agência oficial da Igreja Católica da Inglaterra e do País de Gales); Cese (Coordenadoria Ecumênica de Serviços, órgão do Conselho Mundial de Igrejas, criado e sustentado pela Igreja Anglicana); Cimi (Conselho Indigenista Missionário, órgão da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil/CNBB e profundamente infiltrado pelos adeptos da Teologia da Libertação); CCPY/Comissão Pró-Yanomami (criada em 1978, originalmente denominada Comissão pela Criação do Parque Yanomami, com forte apoio internacional). Convém ainda destacar a NORAD/Agência Norueguesa de Cooperação para o Desenvolvimento (ligada ao Ministério de Negócios Estrangeiros, a qual canaliza fundos substanciais através ONGs norueguesas e da Rain Forest Foundation, nos EUA e na Noruega); a Greenpeace, cujas ações de desrespeito à soberania de muitas nações são sobejamente conhecidas; o Instituto Socio-ambiental (ISA) e outras como a Oxfam e a Survival International.

Quanto ao ISA, fundado em 22 de abril de 1994, incorporou o patrimônio do Centro Ecumênico de Documentação e Informação (CEDI, umbilicalmente ligado ao Conselho Mundial de Igrejas-CMI) e do Núcleo de Direitos Indígenas (NDI) de Brasília. Como sucessor do CEDI, promove ativamente a insidiosa tese da “autonomia” dos povos indígenas. Para tanto, em especial, mas não unicamente na Amazônia, vêm organizando as “nações indígenas” e mesmo grupos de quilombolas em “uniões”, “organizações”, “federações”, “coordenações”, etc. Ao fim e ao cabo trata-se, sem dúvida alguma, de “garantir a preservação do território amazônico para o seu desfrute pelas grandes civilizações européias, cujas áreas naturais estejam reduzidas a um limite crítico”, objetivo declarado do já mencionado Conselho Mundial de Igrejas. A partir de 2002 expandiu as suas atividades, anteriormente focadas no meio ambiente e nos indígenas, para problemas ligados à posse e utilização da terra, ligando-se ao Apoio Jurídico Popular (AJUP), à Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura (CONTAG), ao MST, à Rede Nacional de Advogados Populares (RENAP) e à Comissão Pastoral da Terra (CPT), promovendo a articulação entre as ONGs ambientalistas e os movimentos de luta pela terra.

 Dentre as organizações ligadas ao ISA, há que destacar o Instituto Internacional de Educação do Brasil (IEB), sediado em Brasília, onde desenvolve atividades voltadas ao “apoio técnico, científico e acadêmico na área de meio ambiente, com o objetivo de fortalecê-la e promover a sua articulação na Amazônia, Pantanal, Mata Atlântica e Cerrado”. Para seus programas conta, atualmente, com o apoio da Embaixada do Reino dos Países Baixos, USAID (sua cooperação com a USAID vem de 1989), Moore Foundation, ProManejo; Delegação da Comissão Européia no Brasil, World Wildlife Fund (WWF) e outras entidades. Em 1997, teve início a parceria com o World Wildlife Fund (WWF-US).  Em 1998 deu-se a sua formalização como ONG, face à necessidade de dar forma institucional às ações realizadas pela cooperação USAID//WWF-US. Em 2000, com a Embaixada do Reino dos Países Baixos, foi firmada uma parceria para a execução do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional e Sustentável – PADIS. Em 2003, criado o Consórcio ALFA, Aliança para a Floresta Amazônica e Mata Atlântica, foi um dos três consórcios selecionados pelo edital da USAID para atuação nos seguintes eixos: manejo florestal, comunidades e mercados, e planejamento de paisagens. O Consórcio ALFA é liderado pelo IEB e formado por oito outras organizações com atuação na área ambiental no Brasil.

A demarcação de TIs, tão defendida por organismos e países estrangeiros, coincidentemente localizadas sobre ocorrências minerais e dada a lamentável anuência brasileira à Convenção sobre os Direitos dos Povos Indígenas, vem trazer uma possível e desastrosa conseqüência para nós: a criação e o reconhecimento, por parte de alguns países centrais com interesses na região (por exemplo: Reino Unido, França, Holanda, EUA) de “nações indígenas” nas áreas ocupadas pelas Reservas situadas em áreas de fronteira, ao norte da calha do Solimões/Amazonas. Sem dúvida, o primeiro “Kosovo indígena” estaria em Roraima (mais de 60% da sua área é reserva indígena ou ambiental) e resultaria da união da Reserva Ianomâmi com a da Raposa-Serra do Sol.

Quem tiver qualquer dúvida quanto ao afirmado, bastará entrar na internet e consultar os sítios das organizações mencionadas anteriormente. Tomará conhecimento da aversão das ONGs à presença do Estado Nacional naquela área e da pressão contra as autoridades brasileiras em fóruns tais como a OEA e a ONU, em defesa dos direitos das “nações indígenas”.

Espero estar enganado, mas a ser concretizada tal hipótese, bem pouco vai restar-nos além de inócuos protestos e, então, bem poderão ser aplicadas a nós, brasileiros, as palavras da mãe do último rei mouro de Granada, em 1492: “Choras como mulher, o que não soubeste defender como homem”.

(*) Osmar J. B. Ribeiro é tenente-coronel reformado do Exército.


Pais e filhos

João Bosco Leal

Três Gerações 10Todos têm a oportunidade de crescer aprendendo com seus próprios erros, mas isso pode ser facilitado quando temos a humildade de ouvir os mais velhos e experientes, pois o aprendizado sempre foi doloroso, repleto tropeços e quedas, mas aprender com os erros de outros nos dá a oportunidade de atravessar obstáculos sem neles tropeçar.

A música “Father and Son”, de Cat Stevens, hoje Yusuf Islam, um grande sucesso de minha juventude, resume claramente a dificuldade de diálogo entre as gerações e como, para um pai, é difícil ver os caminhos errados tomados pelo filho que não o ouve.

Por mais que os pais errem na educação de seus filhos, certamente pensavam estar certos ou não teriam agido daquela forma, pois o amor pelos mesmos vem de antes mesmo de nascerem e a eles só desejam o melhor, em todas as áreas.

Há poucos dias um amigo dentista me contava como é comum atender pacientes cujos pais nunca mandavam tratar dos dentes de seus filhos e sim mandavam extraí-los quando surgia algum problema com um deles. É um comportamento inimaginável nos dias atuais, mas aqueles pais de quarenta anos atrás pensavam que, com aquela atitude, seus filhos nunca mais teriam problemas com o dente extraído e que no futuro, quando já não restasse mais nenhum, colocariam uma “dentadura” e teriam o sorriso bonito e sem a possibilidade de novos problemas.

Aquele profissional comentou também que isso atualmente ainda é muito comum no interior do país e que pessoas ainda muito jovens quase já não possuem dentes em decorrência desta cultura existente na mente de muitos pais. Com seu relato, passei a imaginar o trauma vivido por jovens que já quase não possuem dentes e que necessitam retirar os últimos que ainda possuem para iniciar um tratamento que hoje se daria com enxertos ósseos e implantes, para posterior aplicação de uma dentadura fixa.

Entretanto, mesmo em casos radicais como estes, que muitas vezes são verdadeiras mutilações, certamente estes pais só tiveram este comportamento por ignorância, mas jamais por desejarem mal a um filho, pois desconheço um pai que, mesmo ignorante, não ame seus filhos e por eles não dariam a própria vida.

Muitos pais ensinam seus filhos a lutar por tudo o que almejam galgar na vida profissional, emotiva ou financeira, contra injustiças, a respeitar os mais velhos e até sugerem profissões que sabem ser mais lucrativas, proporcionam escolas que os tornariam altamente capazes, mas anos depois, no futuro, se deparam com filhos desanimados, que não lutam pelo que desejam; escolheram profissões que pouco lhes remunera ou que não se dão bem em profissão alguma; incapazes, financeiramente acomodados, emocionalmente infelizes ou, pior, desejando até a morte dos pais para, com isso, herdar o que estes ou seus antepassados construíram.

William Shakespeare já dizia: “Em certos momentos, os homens são donos dos seus próprios destinos” e, paras os pais, é muito difícil não ser ouvido pelos filhos e perceber que sofrem mais do que o necessário por aprenderem com os próprios erros, quando se ouvissem, pelo menos em alguns pontos poderiam ter aprendido com os erros já vividos por outros.

Apesar dessa dificuldade de comunicação ser comum há diversas gerações – com os filhos sempre achando que sabem mais que os pais -, sempre podemos encontrar jovens que se sobressaem, que erram menos e, observando seu comportamento, é fácil perceber que grande parte de seu sucesso se deve à sua humildade de respeitar e sempre ouvir os mais velhos.

Pena que muitos só consigam enxergar esta realidade quando os pais já se foram, ou já são velhos demais para ensinar algo que os transformaria em pessoas melhores, mais capazes e menos sofridas, quando alguns, que talvez dessem mais valor aos seus, não tiveram a felicidade de sequer ouvir a voz do pai.

Falta humildade a quem, ciente do cometimento dos mesmos por seus próprios pais ou por terceiros, aprende somente com os próprios erros.

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Os irresponsáveis ambientalistas

João Bosco Leal

Infraestrutura GeralNa última década, temos assistido surgir em território brasileiro centenas de ONG’s em defesa das mais diversas causas ou com os mais variados interesses, muitas vezes até inexplicáveis, como a de atualmente haver muito mais dessas ONG’s na região Amazônica ou em diversas outras partes do país, atuando em defesa das “nações” indígenas e da preservação de animais, do que nas regiões de extrema pobreza do país, como no Nordeste, onde nossos compatriotas, seres humanos, sobrevivem sem nenhum tipo de infraestrutura nas áreas de saúde, educação, transporte, e muitos deles literalmente passam fome. 

O que se observa por trás desta realidade é que no sertão nordestino elas não encontram tantos minérios ou espécimes do bioma amazônico – que são ilegalmente subtraídos do país, principalmente pelas indústrias multinacionais de medicamentos e por contrabandistas de minérios -, ouro e pedras preciosas. É por isto que existem no Amazonas áreas de acesso totalmente restrito a brasileiros, mas liberado a estrangeiros e também, são estes os motivos de milhares de brasileiros, corruptos ou imbecis – inclusive políticos e funcionários públicos responsáveis pelos órgãos que deveriam cuidar dos índios e do meio ambiente -, continuarem apoiando essas ONG’s.

Há menos de um ano eram comuns os protestos contra a construção de mais Usinas Hidrelétricas no país sob a alegação de que prejudicariam o meio ambiente e que o alagamento da área para uma das represas exigiria a mudança de uma tribo indígena do local que habitam. Entretanto, o clima mudou e estamos enfrentando uma seca que em determinadas regiões já é a maior dos últimos cinquenta anos, enquanto em alguns locais – exatamente da região norte -, diversas cidades estão isoladas pela ocorrência de tantas chuvas, que inundaram as estradas que a elas dão acesso.

Por outro lado, a falta de chuvas já sinaliza um provável racionamento de energia e em algumas regiões, como a da grande São Paulo, também de água. Enquanto isso, mais de seiscentos projetos para a construção – pela iniciativa privada -, de Pequenas Centrais Hidrelétricas, as PCH’s, que, juntas, certamente supririam, com folga, toda a carência energética do país, que inclusive, atualmente, impede até seu desenvolvimento industrial, continuam engavetados na Aneel – Agencia Nacional de Energia Elétrica -, sem sequer serem examinadas.

Existe alguma explicação lógica para, sendo o Brasil o país com o maior potencial hídrico do mundo, estar impedido de progredir por falta de energia elétrica e abastecimento de água potável? Claro que sim: a corrupção. Enquanto falta energia hidrelétrica, além de não progredirmos, temos de suprir nossas necessidades com Usinas Termelétricas, movidas a combustíveis fósseis, cuja geração é muito mais cara e poluente, mas pertencentes a grandes grupos internacionais ou a grandes empresários, amigos ou sócios de grupos políticos corruptos que hoje influem no comando do país.

Constatadas na prática essas necessidades, sumiram da mídia todos os ambientalistas que protestavam contra suas construções e os políticos atrelados a tais ONG’s. Na realidade, esses literalmente bandidos, sempre fingiram defender a minoria indígena, mas só os utilizava como massa de manobra para buscar lucros em benefício próprio, quando deveriam pensar em termos da população geral do país e não se preocupar com a necessidade de mudança de local de uma minoria, em benefício da maioria.

As usinas hidrelétricas e as pequenas centrais hidrelétricas precisam ser construídas em todas as regiões do país, pois além de gerarem energia mais barata e limpa, seus lagos e represas são depósitos de água para abastecer os brasileiros em épocas de seca como a que agora atravessamos.

O país não precisava investir bilhões de dólares na construção de campos de futebol para uma Copa do Mundo ou na construção de portos em outros países, mas esse investimento seria até barato se a população, com esses erros de seus governantes, aprendesse a votar. 

O Brasil precisa ser governado por um patriota, que invista na educação, saúde e infraestrutura, para que o povo, culto, possa progredir e não vote mais nos corruptos que aí estão.

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Quando a vida imita a piada

Diogo Costa*
Diogo Costa“Eu sempre participava de esportes. Daí eu descobri que era possível comprar troféus. Hoje eu sou campeão em tudo”.

A piada é do Demetri Martin, mas serve para simbolizar o modo como muitos brasileiros acham que a sociedade funciona: confundem o mérito da vitória com sua representação ornamental.

Quando dois fenômenos coincidem em incontáveis ocasiões, ficamos tentados a tratá-los como se constituíssem um único fenômeno, a estabelecer a partir das repetidas impressões uma relação de causalidade; ou, quando a causalidade existe, a inverter a direção da causalidade.  São casos de falácia de associação.

Ninguém acreditaria que é possível melhorar a qualidade dos atletas olímpicos brasileiros meramente aumentando a produção nacional de medalhas e troféus.  Mas pessoas bem educadas acreditam que,, ao alterarmos aspectos exteriores às conquistas pessoais e institucionais, estamos de fato conquistando algo além de ornamentação social.

Um exemplo era o que Frédéric Bastiat chamava de sisifismo: a crença no trabalho como um fim em si mesmo. Sociedades contemporâneas se acostumaram a pensar em renda sempre em termos de salário, o pagamento por trabalho realizado.  Mas o trabalho não é um bem último, é um sacrifício instrumental para a obtenção de outros bens. Aumentar o trabalho de uma sociedade não necessariamente melhora a condição de seus membros.

Se todos os computadores do mundo parassem de funcionar ao mesmo tempo, teríamos muito mais trabalho a ser realizado, mas o mundo não ficaria mais rico.  No entanto, políticas trabalhistas focam no aumento de trabalho sem que muitos percebam o empobrecimento trazido para os trabalhadores.

A luta nacional dos movimentos sindicais contra automatização de processos e flexibilidade contratual pode ter perpetuado certos empregos, mas no geral diminuiu a produtividade relativa do trabalhador brasileiro.  Empregos menos produtivos podem significar mais trabalho, mas também significam uma menor recompensa ao trabalho.

A associação entre competição e recompensa também pode ser falaciosa.  Nos esportes, no entretenimento, nos negócios, a competição mais acirrada costuma ser o caminho para as recompensas mais desejadas.  Mas os prêmios mais altos de uma sociedade nem sempre são os mais competitivos.

Uma corrida armamentista pode significar um desfecho infeliz para todos os participantes.  Ou compare a competição para ingresso em universidades.  Muitas vezes vejo os melhores alunos tomar decisões baseadas na competitividade de um curso.  Enquanto a medicina é um curso disputadíssimo no vestibular, o convidativo curso de administração acaba entregando os prêmios mais altos aos seus bons profissionais.

Políticos e empresários também cometem erros similares.  É bastante comum mercados muito competitivos, como o de restaurantes, darem menos dinheiro do que mercados menos competitivos, como o de tecnologia.  Da mesma maneira, ser competitivo em todas as áreas não fortalece uma economia.  Se os políticos conseguissem viabilizar leis que tentassem deixar o Brasil competitivo em todos os setores imagináveis, provavelmente as empresas brasileiras seriam péssimas em todos eles.  A lição da vantagem comparativa é não tentar competir em todas as áreas.

Outra associação bastante comum é aquela feita entre benefícios sociais e crescimento econômico.  Em toda sala de aula do país já foi dito que os países com o maior gasto em assistencialismo social são também os mais ricos do mundo.  Utiliza-se os países escandinavos como exemplos da ideia de que o welfare state enriquece a população.  Mas ocorre que são justamente os países mais ricos que têm mais dinheiro para desperdiçar com assistencialismo.

Países mais pobres, como os da América Latina, punem a si mesmos ao acreditarem que um gasto assistencial em níveis europeus irá corresponder à riqueza em níveis europeus.  É como um carioca morador da Pavuna achar que se mudar para a Av. Atlântica irá lhe garantir a renda milionária de seus novos vizinhos.  Se ele tem essa ambição, ele deveria ver o que os moradores da Av. Atlântica fizeram antes de serem milionários.

Da mesma forma, o Brasil deveria observar o caminho que Suécia e Dinamarca tomaram para que pudessem depois se dar o luxo de redistribuir mais de 25% do seu PIB.

Enquanto os brasileiros acreditarem nas mais variadas falácias de associação, continuaremos achando que proibir a reprovação letiva equivale a educar nossas crianças, que dar cotas raciais equivale a abandonar nossos preconceitos, que abaixar juros por decreto equivale a aumentar nossa poupança interna.

Enfim, continuaremos o cômico hábito de nos dar troféus sem conquistar nenhuma vitória.

Diogo Costa é presidente do Instituto Ordem Livre e professor do curso de Relações Internacionais do Ibmec-MG. Trabalhou com pesquisa em políticas públicas para o Cato Institute e para a Atlas Economic Research Foundation em Washington DC. Seus artigos já apareceram em publicações diversas, como O Globo, Folha de S. Paulo e Estado de S. Paulo. Diogo é Bacharel em Direito pela Universidade Católica de Petrópolis e Mestre em Ciência Política pela Columbia University de Nova York.  Seu blog: http://www.capitalismoparaospobres.com

Publicado por:  Instituto Ludwig von Mises Brasil


A reeleição dos corruptos

João Bosco Leal

Eleições 02Na internet circula um texto de autoria indicada como sendo de Bill Cosby, “Tenho 74 anos e estou cansado”, onde o mesmo descreve diversos desvios comportamentais que estão sendo assumidos pelas pessoas das gerações posteriores à dele, mas que as consequências acabam sendo suportadas por todos.

Conta que nada herdou e que trabalhou duro, desde 17 anos de idade e por 50 horas semanais, para chegar onde estava e agora ouvir que tinha de distribuir suas riquezas com as pessoas que não possuem sua ética de trabalho. Que cansara de ver o governo ficar com seu dinheiro e entregá-lo de formas variadas a pessoas que tiveram preguiça de trabalhar como ele.

Diz que foi educado para ter tolerância com outras culturas, mas não entende a violência contra as mulheres praticada pelos seguidores do Islã em seus países e o assassinato de judeus e cristãos, simplesmente por não serem crentes em Alá e, mesmo assim, insistirem em declarações de que essa é a religião da paz.

Ou a permissão da construção de mesquitas e escolas madraças islâmicas – que só pregam o ódio -, em diversos países do mundo, se nenhum deles pode construir uma igreja, templo, sinagoga ou escola religiosa em países árabes, para pregar o amor e a tolerância.

Fala sobre os tóxicos dependentes, fumantes e alcoólatras que fizeram sozinhos a opção por seu estilo de vida, consumo ou vício, mas de alguma forma acabam prejudicando toda a sociedade e não assumem a responsabilidade por suas escolhas e atitudes, além de normalmente ainda culparem o governo de discriminação por seus problemas, como os tatuados e cheios de piercings, que por essas suas escolhas tornaram-se não empregáveis e reivindicam dinheiro do governo, dos impostos, pagos por quem trabalha e produz.

Que cansou, de ver atletas, artistas e políticos de todos os partidos confessarem erros inocentes, estúpidos ou da juventude, mas que na realidade pensam que seu único erro foi ser apanhado, e de pessoas que por não assumirem a responsabilidade por suas vidas e ações, culpam o governo de discriminação por seus problemas.

Alega que, por sua idade, não verá o mundo que essas pessoas estão criando, pois já está no caminho de saída e não de entrada deste, mas fica triste por seus descendentes e sugere que cada um faça sua parte, contrariando o caminho que esses péssimos governantes estão nos proporcionando, por essa ser a única chance de fazer a diferença.

Com as eleições brasileiras se aproximando, penso que realmente temos, individualmente, a chance de mudar tudo o que aí está posto, desde a corrupção generalizada, a imunidade parlamentar, a demora generalizada do poder judiciário em julgar os processos, a aceitação da interferência de um ex Presidente em diversos Poderes e todas as outras falcatruas que diariamente lemos nos jornais ou assistimos pelos noticiários televisivos.

Independentemente de sermos jovens, adultos ou idosos, negros, brancos ou amarelos, de descendência europeia, asiática, americana ou africana, se hoje aqui vivemos e criamos nossos filhos, somos todos brasileiros e é no futuro das nossas próximas gerações de brasileiros é que devemos pensar.

Nada se constrói em um país republicano como o nosso sem o envolvimento de algum dos Três Poderes, ou dos três conjuntamente, mas a total independência destes é fundamental para a sobrevivência da democracia. Entretanto, no Brasil, o Poder Executivo têm, através de nomeações ou de corrupção, interferido diretamente nos outros dois de modo a alterar totalmente muitas decisões que seriam exclusivas destes.

Nos últimos anos, o que se vê nos órgãos públicos, de todos os poderes, é a corrupção e o aumento de impostos, para custear a roubalheira generalizada e as benesses públicas para os que aí estão e buscam a reeleição ou se manter nos cargos que ocupam.

Nas próximas eleições temos uma chance única de alterarmos quadro atual, não reelegendo os corruptos.

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A ostentação

João Bosco Leal

Elegância e OstentaçãoSempre achei que a mulher paulistana é, no geral, a mais elegante do país, principalmente porque nela, a qualquer momento e em qualquer lugar, podemos observar aquela máxima de que o menos é sempre mais. Passeando pela cidade na semana passada, observava o nítido contraste entre estas e as interioranas.

Enquanto a paulistana é uma mulher que nunca peca pelo excesso, facilmente podemos identificar a mulher do interior do país que, pelo contrário, peca pelo mais. São mulheres que se enchem de adereços como colares, anéis, pulseiras, pinturas exageradas, roupas espalhafatosas, utilizam mais do que o necessário e acabam, com isso, ficando vestidas de mau gosto.

Nota-se claramente a paulistana como uma mulher bem resolvida, autoconfiante, que com uma simples calça jeans, uma camisa masculina branca com as mangas arregaçadas e uma pintura discreta a ponto de parecer não estar pintada, está sempre bem arrumada, enquanto a outra, que pretende se passar por elegante logo demonstra que não é.

Desde a década de 70 quando lá residia para estudar sempre observei que as paulistanas, sem deixar de comprar produtos da melhor qualidade, sempre fazem suas compras em locais mais baratos e não tem sequer interesse em lojas mais badaladas, caras.

A mulher interiorana, por outro lado, por ostentação ou por ignorância, logo que chega à cidade procura se dirigir a lugares mais “na onda”, como aquele que até pouco tempo era o maior templo de lojas de grife do país, também conhecido como um local cujos donos sempre estiveram envolvidos em escândalos com a receita federal por sonegação de impostos, o que provocou seu fechamento.

Procuro entender o que leva uma pessoa a esse comportamento, até porque muitas dessas pessoas mal possuem o dinheiro para pagar táxi que a levou até lá, quanto mais para frequentar locais onde todos os valores são exorbitantes.

Conheço muitas pessoas de outros locais do país que realmente possuem dinheiro, muito dinheiro, que não demonstram o menor interesse em fazer compras em um local como esse, que sequer os visitam quando estão na cidade, enquanto outras, com muito menos recursos ou com nenhuma posse, não admitem a idéia de ir a São Paulo sem passar por locais como esses ou como na famosa rua das lojas de grife, a Oscar Freire, mesmo sem nada comprar, mas para contar onde estiveram mostrando fotos em que aparecem sentadas num banco diante de uma de suas lojas e que a moda agora é isso ou aquilo.

Por diversas vezes vi pessoas deslumbradas com a ostentação de uma famosa e das mais antigas apresentadoras da televisão brasileira que usava anéis, pulseiras e colares de milhões de reais, valores inimagináveis para a grande maioria da população brasileira, que se encantavam ao vê-la usando essas jóias verdadeiras e depois buscavam usar bijuterias semelhantes.

Não é a imaturidade que leva pessoas a esse comportamento, até porque conheço pessoas com a idade já bem madura que muito ostentam, apesar de não possuírem nada. São pessoas que não cresceram, continuam crianças, dependentes, principalmente da opinião de terceiros.

Imagino como deve sofrer uma pessoa que para estar bem precisa mostrar que está e com isso torna-se fútil, vazia, enquanto outras que sabem quem são culturalmente, não precisam demonstrar nada, são autoconfiantes e por onde passam são assim reconhecidas.

As pessoas que muito ostentam podem até ser materialmente ricas, mas são culturalmente pobres.

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As páginas dos livros

João Bosco Leal 

Livro 01Assim como páginas dos livros, as histórias de vida de cada um são cheias de surpresas e passam pelas mais diversas fases, como as de ambições, sonhos, sucessos e alegrias ou inabilidades, imprevistos, frustrações e tristezas. 

No processo de aprendizagem da caminhada, muitas vezes os jovens não ouvem os mais velhos e suas lições só são absorvidas com tropeços, quedas, um novo levantar e o recomeço, mas normalmente já arranhados, esfolados, alguns até machucados e fraturados, sem necessidade.  

Esses jovens buscam crescer, aumentar o patrimônio, a casa, o guarda roupas e tentam preparar o terreno para que seus filhos tenham um futuro mais fácil e confortável que os seus, mas a carga vai ficando pesada e nesse período muitos tropeçam, caem ou até mesmo morrem. 

Porém, em menor ou maior quantidade, todos possuem uma força chamada persistência, utilizada na busca do objetivo individual, que os faz suportar as dores, acreditar, e sempre recomeçar em busca da sua felicidade. 

Quando maduros, entretanto, tudo fica mais simples, as necessidades vão sendo reduzidas e por entenderem que não necessitam de tanto e não possuem controle algum sobre o futuro, diminuem a bagagem e a preocupação com o amanhã. 

Para esses mais experientes, as opiniões contrárias que antes aborreciam tanto, agora, mesmo quando sobre eles, já não incomodam ou sequer interessam, pois são as de outros. Aprendem que tudo é consequência da vida que cada um escolheu para si e por isso deixam de julgar qualquer pessoa, atitude ou opção. 

Já sabendo não ser possível ter certeza de nada, abrem mão dessa preocupação e as certezas deixam de fazer falta. O que mais importa aos na fase mais madura é ter paz, sossego, viver sem medo, só fazer o que gostam e para isso, se afastam de tudo e de todos cuja presença os incomoda. 

Com os olhares já mais tranquilos e a mente possuindo menos ilusões, as ocorrências são mais previsíveis e por isso lhes provocam menos sofrimentos. Muitas coisas que antes os chocariam, hoje são corriqueiras, consideradas normais. 

As sociedades vivem em constante transformação e nas páginas do livro da vida de cada um os valores também vão sendo alterados. Passam a ser muito diferentes daqueles de quando jovens ou mesmo dos que observavam até agora.  

O questionamento individual, de como é e como poderia ser sua vida, acontece por uma variedade infinita de motivos e um dos mais comuns é a ocorrência de um acidente grave, que aproxima a pessoa da morte. 

A possibilidade da antecipação do fim provoca em quem o viveu, um novo olhar sobre os seres, animais, insetos, objetos, enfim, sobre a vida, que passa a ser observada nos detalhes de itens talvez antes já vistos, mas não enxergados. Isso a torna mais bela, apaixonante, nele provocando desejos de vivê-la cada vez mais intensamente.  

Esse novo comportamento afeta suas amizades, relacionamentos já existentes e a todos que o cercam, pois sua garra e alegria são contagiantes e estimula seus próximos, principalmente por se lembrarem de como era e como agora é. 

As páginas do passado ou capítulos da sua história não podem ser rasgadas ou puladas, pois foi por ter ocorrido exatamente como ocorreu é que hoje você está aqui e da forma como está.

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Quem não te ama

João Bosco Leal 

Beleza 01É comum sentirmos simpatia, afinidade, indiferença, antipatia e até aversão por pessoas que acabamos de conhecer, mas em uma segunda oportunidade isso pode se inverter e nos simpatizarmos com quem causara má impressão e vice versa.  

Na relação matrimonial, a pessoa com quem vivemos por anos e com ela caminhamos, sorrimos, choramos, partilhamos segredos e que até dias atrás dizia nos amar, hoje pode já não nos querer e procurar em outra, algo que entende não possuirmos. 

Tudo isso provoca dúvidas, angústias, lágrimas e nos faz procurar explicações que só serão encontradas quando buscadas em cada detalhe dos comportamentos passados, arquivados nas milhares de gavetas, das centenas de cômodas, dos diversos quartos de nossa memória. 

Apesar das pessoas normalmente serem muito insistentes em seus questionamentos – principalmente quando queremos ficar quietos e repetimos: “Não é nada…” -, naquele momento buscamos o maior silêncio possível, para podermos mergulhar em pensamentos. 

Essa análise introspectiva provavelmente nos permitiria encontrar, nas passagens ali arquivadas, uma justificativa lógica que nos fizesse entender porque o que pensávamos ser amor – que só deveria dar prazeres e alegrias -, hoje só nos provoca dissabores e tristezas.  

Só após esse mergulho em nossas profundezas estaremos prontos para discutir o assunto com outra pessoa, que entendemos ser a melhor para nos ouvir, que já tenha passado por situação semelhante, seja madura, experiente, confiável, e não por aquela que, mesmo com boas intenções, não foi escolhida para nossas confidências. 

Ela provavelmente nos mostrará que o parceiro é quem está perdendo, que somos muito superiores a ele e merecemos alguém melhor. Que bastaria olharmos para os lados e veríamos que são raros os que possuem nossa saúde, educação, família, padrão social, econômico, cultural e consequentemente, mais possibilidades de sermos felizes e gerarmos felicidade. 

Todos trazem, em suas histórias, alegrias, tristezas, esperanças, frustrações, amigos, desafetos, sonhos, decepções, lágrimas, sorrisos, encontros, desencontros, paixões – retribuídas ou não -, o que não significa sermos piores que alguém, mas que vivemos, pois só quem não viveu plenamente não sentiu todas essas variáveis.  

Os que realmente vivem – e não só passam pela vida -, podem tropeçar e cair diversas vezes, mas se levantam e, mesmo na solidão, estão sempre prontos para continuar sua caminhada, para um recomeço em busca daquele horizonte de onde certamente enxergarão um novo mundo, com mais campos, lagos, flores e cores.  

Por isso continuam sua viagem sem medo, confiando em sua capacidade de superar todas as dificuldades que lhes forem apresentadas. Sabem que mesmo sem buscá-lo, em algum local o amor os abordará e que o encontrado sempre será melhor que o procurado. 

O poeta e escritor rondoniense Nazareno Vieira de Souza, usando o pseudônimo de Augusto Branco disse: “Onde não puderes amar, não te demores”. Portanto, não chame de amor quem te faz lamentar ao invés de te fazer sorrir e não permita que entre os bilhões de habitantes da terra, uma única pessoa possa lhe fazer infeliz. 

Você certamente será mais feliz longe de quem não te ama.

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