Homo Sapiens?

João Bosco Leal

Copa - Angela Merkel e o Gol 01Em um jornal desta semana, li que o comentarista esportivo Galvão Bueno, tentando definir sua importância no País, dirigiu-se ao jornalista sueco Henrik Brandão Jönson – que lançou um livro sobre futebol no Brasil – e declarou: “Sou um popstar. Sabe o Bono Vox? Sou o Bono Vox daqui”. 

Sua declaração é tão arrogante e distante da realidade, que só pode ser comparada às de nossa Presidente da República e de seu antecessor. Entretanto, antes da Copa, além de Dilma Rousseff Lula e Galvão, essa postura era generalizada entre todos os jogadores brasileiros da seleção de futebol e da equipe técnica.

Na Europa, a presidente declarou, diante vários líderes políticos mundiais e de centenas de jornalistas, que o Brasil realizaria a Copa das Copas e Lula disse que se perdêssemos a copa em casa, viria da África ao Brasil nadando.

De que serviu tanta arrogância se o que demonstramos foi exatamente o inverso? O time brasileiro chegou ao quarto lugar por mera fatalidade, pois pelo futebol pífio que apresentou, não deveria ter passado sequer das quartas de final.

Lula, o eterno bêbado, não apareceu para dar mais nenhuma declaração imbecil e muito menos para honrar sua palavra, cumprindo a promessa de cruzar o Oceano Atlântico a nado. Ainda bem, pois como disse um jornalista europeu, certamente causaria indigestão nos tubarões.

Nosso time não foi humilhado pelos alemães somente no placar de 7 a 1. Maior humilhação foi a lição de civilidade e educação que deram antes, durante e depois do jogo, ao demonstrar respeito para com o adversário e se integrarem com o povo brasileiro e, com isso, ganhando a simpatia da população humilde dos bairros que visitaram. O mesmo ocorreu com os japoneses, que ao saírem dos estádios de futebol, recolhiam o lixo deixado pelos brasileiros e outros povos que assistiram àquele jogo.

No município de Santa Cruz Cabrália, no sul da Bahia, onde estavam concentrados, os alemães construíram, no resort da Vila de Santo André, o próprio campo de futebol e toda a estrutura que julgavam necessária para seus treinos e depois, deixaram tudo como legado ao local. No final da Copa, o time alemão também deu de presente à Comunidade Indígena Pataxó da aldeia Nova Coroa, no sul da Bahia, um cheque de 10.000 Euros para a compra de uma ambulância.

A Federação Alemã de Futebol também doou, para a Escola Municipal de Santo André, onde estudam setenta alunos, material escolar, móveis e 25 bicicletas no valor de R$ 3.000,00 cada – que haviam sido trazidas para que os jogadores andassem pela região (os nossos só andam em carros importados) -, além de patrocinar o plantio de grama no campo de várzea da Vila. As bicicletas deverão ser vendidas e o dinheiro aplicado em projetos sociais da comunidade local.

Lula, o bêbado de plantão, e a Presidente Dilma, pelo contrário, além de patrocinarem um incalculável desperdício de dinheiro público em obras faraônicas que, em sua grande maioria, de nada servirão a partir de agora, só envergonharam o país. Primeiro com as declarações inacreditáveis para um chefe de Estado e depois pelo comportamento.

Ao assistir a final da Copa ao lado de vários líderes mundiais, entre os quais Angela Merkel, chanceler da Alemanha, que jogava contra a Argentina, a Presidente Dilma Rousseff foi incapaz de sequer cumprimentar a alemã quando esta se levantou para comemorar o gol de sua equipe.

Interessante como, apesar de serem considerados Homo Sapiens, certos indivíduos são capazes de tantas atitudes estúpidas.

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Playboy Ingrato?

Anísio B.Paduanni*

Médicos 06Seus pais pagam impostos a vida toda e se mataram para pagar uma boa escola, já que a escola pública é fraquíssima.

Você é bom aluno a vida toda, para valorizar o que seus pais gastam com você.

Você se mata de estudar para poder entrar em medicina na universidade federal, pois não tem dinheiro para bancar uma faculdade particular. É federal ou rua…

Tenta, por anos, entrar no curso que você quer. Sem cursinho ou fazendo um preparatório pago no sufoco.

Engorda, deixa de se divertir, se estressa, estuda feito um cavalo… e enfim passa no vestibular.

Descobre que a faculdade está podre, sem iluminação, com professores faltando, paredes rachadas e mofadas, cadeiras lascadas, sem material para aulas práticas…

Depois de um ano, passa por uma greve. Fica meses parado para, depois da greve, ter aulas de manhã, de tarde e à noite, pois precisa ”recuperar o tempo perdido”. Sua vida vira um lixo…

Você tem que comprar tudo que vai usar. Livros, materiais de aula, etc. Como você não tinha dinheiro para pagar faculdade particular, você vive de tirar xerox de livro e de gambiarras…

Você tem que imaginar como seriam aulas práticas , pois a universidade não tem material. Algumas matérias ficam mais de 6 meses sem professor.

Você é usado como mão de obra barata…

Atende nos ambulatórios do SUS, faz plantões onde o responsável dorme e te deixa sozinho atendendo, e ainda ouve que ”é assim mesmo”. Estudante tem que ralar…

Ralou, ralou… se formou!

Descanso? Perdeu, mané…

Estuda mais ainda que no vestibular, para conseguir passar numa residência médica para especialização, contra uma concorrência feroz.

Passa na prova…

Jornada de trabalho de mais de 60 horas semanais, por uma bolsa de R$ 1.100,00 ao mês.

Atende no SUS em ritmo industrial, com pouca supervisão e tem que tocar tanto serviço que mal estuda.

É usado como um médico barato, quebrando galho e tendo que improvisar tudo, sozinho na maioria das vezes.

O povo ameaça te matar, processar, bater quando não há vagas para internação, e você sofre ao ver pessoas morrendo por falta de coisas básicas, como antibióticos…

Famílias abandonam doentes no hospital e você tem que brincar de detetive, bombeiros trazem pessoas em macas e somem, juízes te mandam seguir ordens estúpidas que vão contra as normas do hospital e da saúde pública… Você vê suicídios, pedofilia, pais de família baleados. Convive com o pior que o ser humano pode fazer…

Passa o tempo, você é um especialista!

Vai trabalhar no SUS, pois quer ser útil e ajudar pessoas.

O salário é uma bosta, e você vive fazendo gambiarra para poder ajudar as pessoas.

O governo te dá o ”privilégio” de atender uma multidão de pessoas numa sala mofada, por vezes sem nem papel para prescrever medicamento.

Vendo que não dá mais, você pensa em ser livre e sai. Não aceita mais ser cúmplice da farsa que é o SUS, e se sente mal por viver no aperto e tratar pessoas como gado.

Tem que entrar em planos de saúde que te ferram, aceitando ganhar pouco para ser conhecido e é proibido de fazer milhares de coisas… mas deveres têm de montão.

Vai se tornando conhecido, se destacando… consegue montar um consultório, e no aperto, um passo por vez, vai melhorando de vida.

Quando está bem, querido pelos pacientes, feliz com seu trabalho, sentindo que seu esforço valeu a pena…
TEM QUE ESCUTAR DE UNS MERDAS SOCIALISTAS DE ARAQUE QUE VOCÊ É UM ”DEVEDOR DA SOCIEDADE”!!!

Que você é um playboy mimado, dinheirista, corporativista… que não gosta de pobre, que não luta pela saúde, que usou recursos do povo para se formar…

Tem que ler a opinião de imbecis parasitas, que tomam chimarrão o dia inteiro e vivem de benefício do governo.

Pessoas que nunca sentaram a bunda numa cadeira para estudar acham que você ganha muito pelo que faz, e que tem mais é que ”aprender uma lição”.

É criticado, chamado de ”coxinha”, elite, reacionário, por pessoas que vivem de cargo comissionado do PT e ganham muito mais que você ( e como bons socialistas hipócritas, NÃO dividem sua riqueza com o povo…). Todo fracassado vira um blogueiro ”formador de opinião” contra você.

É usado como bode expiatório de um ministro da saúde estúpido, que só pensa em como agradar seu partido. Passa a ser culpado pelo SUS não ter leitos, por não ter material, por não ter vagas, por ter filas de espera.

Criam uma campanha difamatória dos médicos, para poderem concretizar um esquema corrupto e bilionário com Cuba. Médico brasileiro vira o pior bandido que existe, e cubanos são santos…

Abrem 200 universidades de medicina, médicos ganham menos de 1/4 do piso salarial da categoria, e o PT inventa que falta médicos!

Dizem que ”deve haver debate”, mas no final o PT só faz o que queria fazer.

Você tem escolha e sua opinião importa… apenas se for a mesma do PT , sair barato e ajudar na reeleição da quadrilha…

Só não falam que os prefeitos não pagam em dia, que o médico do interior perde o emprego quando outro partido assume o governo, que no interior falta TUDO e TODO TIPO DE PROFISSIONAL, que não há hospitais e nem infraestrutura.

Pregam para o povo que é só botar 5 médicos numa salinha, ”armados de boa vontade e humanismo” que tudo se resolve.

Pois é, Dona Dilma e seu chefe Lula…, seu câncer não foi operado com uma faca de pão, vocês não ficaram 3 dias numa maca mijada de corredor, não tiveram que esperar 3 meses por uma tomografia e não foram suturados com fio errado porque não havia o tipo certo…

Infraestrutura não importa, não é?

No Sírio e Libanês só tem médico descalço, que olha no seu olho, pega na sua mão e, com a força do seu humanismo, dá um jeito!

Médico não parece, mas é gente!

Todo ser humano quer viver bem e evoluir!

Um mendigo muda de ponto se ganhar mais esmola, um petista larga o emprego para virar assessor com salário de R$ 25.000,00, um motorista compra um caminhão melhor quando consegue… só médico tem que viver de brisa…

Porque tanto ódio?

Médico quer ser rico? Claro, assim como você adoraria ganhar na mega-sena.

Te atenderam mal? Mude de médico, bolas… existe advogado ruim, mecânico trambiqueiro, professor chato..

Sofre com o SUS? O médico também… salário de SUS e ambiente de trabalho são péssimos!

Vote direito, pois a saúde é obrigação do ESTADO!

Médicos não mandam no SUS e não tem poder nenhum sobre ele. São usados como operários assalariados de um governo podre e corrupto, que deixou de investir mais de 17 bilhões no SUS enquanto acusa médicos de serem gananciosos.

O PT enriquece e nós somos os ”gananciosos”…

Felizmente nem tudo está perdido…
As pessoas decentes, com cérebro e moral percebem quem é o vilão da história, e nos são gratas pelo nosso esforço.

Meus pacientes me dão mais carinho e gratidão que o ódio que recebo de fracassados ”revolucionários da justiça social” .
Por isso mesmo me esforço por eles e vivo sem culpa!

Faço o bem, ganho a vida com isso e não devo nada à ninguém, exceto meus pais e mestres…
Quer me cobrar “dívida social”?

Eu pago… desde que cada beneficiário do bolsa família devolva o que recebeu, que cada petista devolva seu cargo comissionado e que cada bandido pague pelos seus crimes.

Muita gente deve muito mais que eu à sociedade, mas eu sou o alvo apenas por ter me esforçado…

Socialismo é lindo…quando você é o vadio que recebe o lucro do esforçado!

A quadrilha criminosa no poder pode manipular as mentes fracas e podres, mas nunca vai dominar as pessoas de bem, que são rotuladas de ”elite reacionária”, mas que levam esse país para frente, mesmo levando a culpa por tudo…

Eu não obedeço bandido, e por isso o PT nunca vai ter poder sobre mim!

A única opinião me importa vem da velhinha que me abraça, do homem que me dá um peixe de presente por ter sido curado, da menina que desistiu do suicídio e me acena sorrindo na rua…

PT e Cia. Que se explodam. Num país decente, já estariam fora do poder ou presos…

* Anísio B.Paduanni é médico psiquiatra no estado do Mato Grosso do Sul

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O país em que vivemos.

João Bosco Leal

CompetênciaA humilhante derrota do Brasil para a Alemanha na Copa do Mundo da FIFA, realizada em nosso próprio país, certamente servirá para trazer à tona a realidade em que estamos vivendo. Palavras como frustração, decepção, humilhação e tristeza foram as que mais ouvi e li após o jogo.

As declarações da nossa presidente de que esta seria a “Copa das Copas” e de Lula afirmando que se o Brasil perdesse viria da África ao Brasil nadando já haviam sido motivo de chacota por todo o mundo. Um vídeo que circula na internet mostra uma jornalista europeia rindo tanto das declarações de Dilma sobre a copa que faríamos, que pediu ajuda para terminar o texto que lia, enquanto outro declarava que durante a travessia de Lula, os tubarões poderiam passar mal.

Entretanto, durante os dias em que a copa se realizava e nosso time ganhava, a mesma população que há dias vinha realizando diversos tipos de protestos, bem como todos os meios de comunicação, deixou de falar ou de dar ênfase, a nossos verdadeiros desastres internos como os que vivemos na saúde, educação, segurança pública, infraestrutura e PIB.

Antes desse jogo ouvi uma Petista, que comentava sobre os protestos, afirmar que os problemas de um país não poderiam ser resolvidos em uma única semana, pois haviam sido causados por governos anteriores, mas que seu partido havia feito muito pelo país.

Esquece-se, porém, que este partido já governa o país há 12 anos e que, neste período, conforme dados do próprio IBGE, a qualidade do ensino no país despencou a tal ponto que, mesmo sendo a sétima economia do mundo, estamos na penúltima colocação do ranking mundial da educação. A saúde pública nunca esteve tão mal, a segurança pública piorou muito, o PIB brasileiro é um dos piores do mundo e atualmente, mesmo que pudesse, o país estaria impossibilitado de crescer por falta de infraestrutura energética, rodoviária e portuária.

Porém, nos governos do PT, este país ainda é capaz de financiar a construção de um porto em Cuba e rodovias, aeroportos, usinas hidrelétricas e redes de distribuição de energia em outros países, além de propiciar o enriquecimento de líderes do partido, com fortunas incalculáveis para os padrões brasileiros.

A grande maioria da população – que tem no futebol, no samba e na bebida, seu pão e o circo -, é facilmente manobrada pelo partido que a governa por ser pouco informada e praticamente analfabeta. Essa massa populacional acreditava que ganhar a Copa bastaria para o Brasil se transformar em uma grande potência da humanidade, tanto que quando o país ganhou os primeiros jogos disputados na copa, as pesquisas de opinião indicaram um aumento de 4% na intenção de voto em favor da reeleição da atual presidente.

Diferente do que ocorre em qualquer empresa privada do mundo, onde é preciso trabalhar para ganhar e trabalhar mais ainda para ser promovido e ganhar mais, uma grande parcela dos brasileiros está acostumada – através dos mais diversos tipos de “vales” – a ser sustentada pelos que trabalham e pagam impostos e, com medo de que isso acabe, continua reelegendo os que aí estão. Isso me leva a crer que essa massa, em sua grande maioria, é preguiçosa, preza mais a Bolsa Família que a moralidade e, se estivesse no poder, faria as mesmas coisas, agiria da mesma forma que os safados oficiais.

E como na seleção brasileira de futebol, ficou claro que o Poder Judiciário também dependia de um só homem, pois assim que os dois saíram, tanto o time quanto a justiça sofreram transformações radicais. Diante dessa realidade, ao final do jogo em que o Brasil foi derrotado, o jogador David Luiz declarou: “Só queria ver meu povo feliz, pelo menos por causa do futebol”. 

O povo só será feliz quando tiver educação necessária para saber votar e exigir seus direitos.

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Observo

João Bosco Leal 

Olho 02As amadas.

As odiadas.

As ousadas.

As usadas.

 

As confiantes.

As farsantes.

As militantes.

As vibrantes.

 

Os avisos.

Os improvisos.

Os indecisos.

Os precisos.

 

Os bares.

Os lares.

Os luares.

Os mares.

 

As apaixonadas.

As desprezadas.

As faladas.

As iradas.

 

As imaginações.

As realizações.

As superações.

As vibrações.

 

Os gigantes.

Os irrelevantes.

Os meliantes.

Os petulantes.

 

Os casamentos.

Os momentos.

Os planejamentos.

Os sofrimentos.

 

As bisonhas.

As enfadonhas.

As risonhas.

As tristonhas.

 

As controvertidas.

As convertidas.

As divertidas.

As introvertidas.

 

As chegadas.

As partidas.

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Eu gosto

João Bosco Leal  

Curtindo-seDe você em meus braços.

Dos carinhos e abraços.

De toques que aquecem.

Dos que depois acontecem.

 

De olhares assanhados,

Dos beijos excitados,

De minhas mãos te tocando,

Dos desejos aflorando.

 

Dos corpos assanhados,

Dos pelos arrepiados,

Dos mamilos empinados,

Dos seus lábios inchados.

 

De vê-la excitada,

De senti-la molhada,

Do seu corpo pedindo,

Do meu te invadindo.

 

De ouvi-la apelando,

De me sentir violando,

Do seu corpo vibrando,

Do meu retesando.

 

Das insinuações,

Das provocações,

Das movimentações,

Das respirações.

Das narrações,

Das explosões,

Das satisfações,

Das exaustões.

 

De estarmos deitados,

Dos corações acelerados,

De corpos cansados,

Dos desejos saciados.

 

Das risadas e gargalhadas,

Das palavras trocadas,

Das mãos apertadas,

Das pernas entrelaçadas.

 

De te acariciar,

De te beijar,

De sonhar e acordar,

De ter alguém para amar.

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Meio Ambiente tem mártires

João Baptista Herkenhoff*

         Preservação do Meio Ambiente Gosto de me valer de datas comemorativas para conversar com os leitores. Cinco de junho foi o Dia Mundial do Meio Ambiente. A semana que começa nesse dia é a Semana do Meio Ambiente que gera debates e eventos diversos. O momento é assim oportuno para tratar das questões ambientais.

No Espírito Santo temos um mártir na defesa do meio ambiente: Paulo César Vinhas. Este biólogo foi assassinado porque se opôs à criminosa extração de areia na orla de Guarapari, com grave dano ao meio ambiente. Seu corajoso posicionamento contrariava o deus lucro, e ai de quem se atreve a mexer com esse deus.

          O zelo pelo meio ambiente insere-se dentro de uma específica visão de mundo e de homem.

          Se temos uma concepção hedonista da vida, se nosso horizonte de preocupações fecha-se nos limites de nossa casa, se o prazer pessoal e ilimitado é nossa referência – não há razão para que pensemos em meio ambiente. Se, ao contrário, nós nos vemos como partícula do universo, se nosso destino como pessoa projeta-se no destino comum dos seres, se raciocinamos numa perspectiva de futuro – gerações sucedem gerações; então, nesta compreensão do papel que desempenhamos no Universo – meio ambiente é tema que nos toca profundamente.

Miguel Reale escreveu em suas “Memórias”: “A civilização tem isto de terrível: o poder indiscriminado do homem abafando os valores da Natureza. Se antes recorríamos a esta para dar uma base estável ao Direito (razão de ser do Direito Natural), assistimos hoje a uma trágica inversão, sendo o homem obrigado a recorrer ao Direito para salvar a natureza que morre”.

A consciência ambiental disseminada na opinião pública assume especial relevância na atualidade, para que todos sejamos guardas da natureza, defendendo-a de agressões e esbulhos. O compromisso com a defesa do ambiente reclama uma atuação conjunta de atores sociais – legisladores que façam leis protetoras; autoridades do Executivo que estejam vigilantes; Ministério Público pronto para intervir, como lhe cabe;  magistrados preparados para aplicar, com descortino, o Direito Ambiental nas suas decisões.

A Constituição Federal estabelece que todos têm direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado. Este é considerado bem de uso comum do povo, essencial à sadia qualidade de vida. Cabe, não apenas ao poder público, mas também à coletividade o dever de defendê-lo e preservá-lo.

O “Direito Ambiental” constitui parte da educação para a Cidadania. Deve ser discutido nas escolas de todos os graus. Deve merecer especial atenção no Curso de Direito, seja como disciplina do currículo ou, pelo menos, nas atividades complementares oferecidas aos alunos. A proteção do ambiente é a segurança da sobrevivência sadia das gerações futuras.

*João Baptista Herkenhoff é juiz de Direito aposentado, Livre-Docente da Universidade Federal do Espírito Santo e escritor. Seu mais recente livro: Encontro do Direito com a Poesia – crônicas e escritos leves. E-mail: jbherkenhoff@uol.com.br

Publicado por: Recebido do autor por e-mail.


A vida real

Smartphones e os JovensDe um amigo real, recebi um e-mail com um vídeo onde o personagem central dizia possuir 422 amigos com quem se comunicava diariamente, mas que era solitário e que destes, nenhum o conhecia realmente.

Apesar da presença física de seu parceiro sentado na mesma mesa, de estarem diante um do outro, o que se vê atualmente entre amigos, namorados ou casais, são pessoas que não se falam, mas através de seus smartphones, se comunicam com outros que muitas vezes estão a milhares de quilômetros de distância.

Na realidade, essas “redes sociais”, de “social” nada possuem, pois provocam um afastamento real das pessoas que estão próximas. O mesmo ocorre com os jogos eletrônicos atualmente existentes nos atuais aparelhos celulares ou tablets.

As crianças passam o dia manuseando jogos eletrônicos e o que menos fazem é falar com seus amigos, pais ou irmãos. Elas não sabem o que é brincar de esconde-esconde, amarelinha, pega-pega, carrinhos de rolimã, soltar papagaio, jogar bolinha de gude e tantas outras brincadeiras das gerações anteriores.

Essas sim eram brincadeiras “sociais”, pois faziam a integração entre as crianças e, ao mesmo tempo, despertavam seu interesse para a disputa e o uso da imaginação, que futuramente seriam utilizadas diariamente em diversos setores de suas vidas, além de ainda as exercitarem fisicamente.

Os jovens atuais “namoram” através de mensagens eletrônicas, pelos Messenger, Whatsapp ou Skype existentes, enquanto os das gerações passadas sentiam os corações acelerarem quando se aproximavam ou viam passar a pessoa por quem se interessavam.

As paqueras e namoros eram iniciados com os olhos nos olhos, depois vinham os primeiros toques, delicados, de uma mão na outra, para só então ocorrer o primeiro beijo. Atualmente ocorrem algumas trocas de mensagens eletrônicas, no primeiro encontro já “ficam” e no dia seguinte cada um já “está em outra”.

As pessoas estão com limitações cada vez maiores de seus espaços físicos e se comunicando apenas com nomes nos monitores, sem tomar conhecimento do que ocorre no campo físico, à sua volta. Ninguém mais conhece o seu vizinho, ainda que resida no mesmo andar do prédio, na porta da frente, e poucos são os que sabem o nome do zelador de seu prédio.

Dentro da própria casa, os pais que saíram cedo para trabalhar só retornam à noite, nada sabem sobre as ocorrências diárias de seus filhos que ficaram aos cuidados de uma pessoa que certamente teve uma educação totalmente distinta do que pretendem dar a seus filhos, mas que, na prática, é quem realmente os educaria se impusesse horários para estudo, limites no uso de aparelhos eletrônicos e exigisse que se alimentassem corretamente, o que certamente não ocorre.

Alguns anos depois estes pais encaminham seus filhos a psicólogos, nutricionistas e fazem terapia de casal, tentando entender como seu relacionamento com eles parece com o de dois estranhos, porque se alimentam tão mal, estudam muito pouco e passam o dia alienados do mundo real, dedicando seu tempo quase que exclusivamente aos jogos e comunicações virtuais.

Talvez para compensar sua ausência física, esses pais, quando presentes, também não impõem limites, regras, horários ou exigem uma alimentação saudável de seus filhos. Crianças ainda muito pequenas não se exercitam, estudam quando querem, só se alimentam de comidas industrializadas, frituras, refrigerantes e assim, logo estão obesas, com problemas de saúde e até com diabetes.

Ao ligarmos nossos computadores, abrimos as portas do mundo virtual para a diversão, o conhecimento e a pesquisa, mas nos distanciamos do real.

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As escolas de antigamente

Gen. Valmir Fonseca Azevedo Pereira*

General Valmir Fonseca 01Vou falar das Escolas que cursamos no passado. No meu caso, das militares, da Escola Preparatória de Porto Alegre (EPPA) e da Academia Militar das Agulhas Negras (AMAN).

Nelas, tivemos os exemplos de bons instrutores e monitores, de Tenentes dedicados, todos de conduta ilibada e por vezes mais severos do que gostaria a nossa juventude.

Olhávamos com respeito, os Capitães, os superiores, e, até com certo temor as maiores autoridades, os Coronéis, e principalmente, os Generais. Com maior razão o General Comandante da AMAN.

E eles nos ensinavam os assuntos militares e os morais e cívicos, pregavam a obediência a princípios fundamentais, falam sobre valores, e sublinhavam o respeito aos subordinados.

Em geral apregoavam a máxima de “não faças aos outros, o que não desejas que façam contigo”.

Acordávamos cedo e lá estavam eles, exigiam o traquejo na farda e lá estavam eles, impecáveis, destacavam a importância da disciplina e do cumprimento da hierarquia.

E assim, durante anos naqueles bancos escolares eles passaram por nós, Oficiais, Sargentos e Praças, em decorrência das transferências; mas mudava o homem e não a tônica do exemplo e da dedicação.

A qualquer momento lá estavam eles, nas instruções, nas provas, e mesmo nas dificuldades em apoio aos necessitados.

Ah, nas escolas de antigamente aprendemos ensinamentos maravilhosos, tantos que de certa forma a sua influência faz parte de nosso caráter.

Somos gratos.

Contudo, hoje é flagrante que cometeram “falhas imperdoáveis”, pois não nos ensinaram a ser patifes, calhordas, cretinos, nem desonestos, nem falsos, nem bandidos, nem a conviver com estes tipos de indivíduos, e, o pior, nem a combatê – los.

Hoje, reclamamos e tornamos público a nossa falta de capacidade e despreparo para engolir o que assistimos: a ganância, a corrupção, o apogeu da mentira e a enganação.

Incompetentes” instrutores e monitores que não nos prepararam para conviver sob a égide dos “fins justificando os meios, e de que tudo vale em beneficio de seus interesses”, que nos moldaram sob as premissas da virtude, e a preservação da honra e da dignidade, a qualquer custo.

Mas, na certeza de que não agiram de má fé, desculpamos a sua inocência ou a sua boa intenção de esconder – nos que lá fora, um dia, nesta Terra predominaria a falta de caráter, a impunidade, e que o mérito seria um nauseabundo defunto diante dos interesses pessoais.

Infelizmente, sob o peso dos anos, nós que frequentamos as escolas de antigamente, não temos mais tempo nem saco de apreendermos a arte da patifaria e, por isso, vez por outra, indignados por assistir a tantas falsidades, ao ver florescer o escárnio e a injustiça, reclamamos, denunciamos.

Mas é um grito inútil, pois os tempos são outros, a escolas de antigamente foram substituídas, e sabe – se lá o que os novos mestres ensinam, neste caso, em preparação dos jovens para se saírem bem entre os demais patifes. Nós, infeliz ou felizmente, deste tema, nada aprendemos.

Evidentemente, a História da Humanidade tem nas suas linhas uma infindável lista de indivíduos de baixíssimo padrão moral, pessoas sem escrúpulos.  E assim será, agora e sempre.

Porém, o duro é testemunhar no Brasil, que aqui, quanto mais cretino melhor, como comprovamos no nosso dia a dia.

Mas é tarde para voltar aos bancos escolares, e mais difícil viver nestes novos tempos sem reclamar daqueles antigos Mestres, que não nos prepararam para viver nesta fedorenta esbórnia.

A grande dúvida é se diante de tantos patifes, a História da Pátria poderia perdoar – nos se liderássemos uma revolução que sob a desculpa do “paredón” eliminasse sem piedade, os abomináveis detratores da honra e da grandeza do Brasil.

Brasília, DF, 31 de maio de 2014

Gen. Bda Rfm Valmir Fonseca Azevedo Pereira

*Cadete do último ano do Curso de Infantaria da AMAN, sob o Comando do inesquecível General Emílio Garrastazu Médici, em 31 de março de 1964.

**Recebido do próprio autor, por e-mail


Quem és?

João Bosco Leal

Corrupção 10Que só usa carro do ano?

Que só voa em jato particular?

Que só se veste com roupas de marca feitas por encomenda?

Que só usa calçados feitos de cromo alemão?

Que só fuma charutos cubanos?

Que bebe vinhos que custam salários?

Que usa jóias que comprariam casas?

Que frequenta restaurantes extremamente caros?

Que assiste a shows exclusivos?

Que de você muito se fala?

Que nas ruas raramente é encontrado?

Que possui camarotes que o separam dos outros?

Que de sua mansão, não vê os que sentem frio?

Que não alimenta os que passam fome?

Que não se importa com as filas nos hospitais?

Que não conhece pessoas humildes?

Que não conversa com analfabetos?

Que não se lembra de seus amigos de infância?

Que sobre tudo, sabe mais que todos?

Que pouco tinhas, mas hoje muito tens?

Que convincentemente, não explica como enriqueceu?

Que em nome de outros muitos bens possui?

Que se acha inatingível?

Que tanta gente prejudicou?

Que provoca vergonha em muitos?

Que seus netos ainda ouvirão sobre suas corrupções?

Lembre-se que, sem nada ou ninguém, ao pó voltarás e ao seu lado sepultarão quem não conheces.

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Kosovos indígenas

Preâmbulo – F. Maier

Infelizmente, caminhamos para uma verdadeira “balcanização” do território brasileiro. No futuro, é muito provável que as “nações indígenas” queiram se separar da República brasileira, criando “repúblicas autônomas” como as que havia na antiga Iugoslávia, para depois se separarem definitivamente do Brasil. As “reservas indígenas” serão nossos Kosovos, nossas Croácias, nossas Bósnias, nossas Montenegros no futuro, caso não detenhamos o desmembramento a tempo – sem considerar os bantustões dos quilombolas e do MST, em amplo e acelerado processo de formação.

Abaixo, artigo de um oficial brasileiro que conhece muito bem o assunto.

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Indios no Brasil 01Kosovos indígenas 

Osmar José de Barros Ribeiro (*)

03 de março de 2008

Por razões que são até hoje desconhecidas, desde o governo Fernando Collor o Brasil vem, sem maiores questionamentos, cedendo às pressões de ONGs ambientalistas e indigenistas bem como de governos estrangeiros e de grupos financeiros internacionais, no sentido de criar um número crescente de reservas indígenas, particularmente na Região Norte. Nosso meio de comunicação sabe-se lá a razão, talvez por desconhecimento, talvez por má-fé, engrossam esse coro vindo do exterior.

Para não irmos muito longe: a questionada e questionável criação da TI (Terra Indígena) Raposa-Serra do Sol em área contínua, colocou mais de 40% do território do Estado de Roraima sob a jurisdição de fato do Conselho Indigenista de Roraima (CIR), órgão ligado a uma série de organizações, como a Cafod (Agência Católica para o Desenvolvimento, agência oficial da Igreja Católica da Inglaterra e do País de Gales); Cese (Coordenadoria Ecumênica de Serviços, órgão do Conselho Mundial de Igrejas, criado e sustentado pela Igreja Anglicana); Cimi (Conselho Indigenista Missionário, órgão da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil/CNBB e profundamente infiltrado pelos adeptos da Teologia da Libertação); CCPY/Comissão Pró-Yanomami (criada em 1978, originalmente denominada Comissão pela Criação do Parque Yanomami, com forte apoio internacional). Convém ainda destacar a NORAD/Agência Norueguesa de Cooperação para o Desenvolvimento (ligada ao Ministério de Negócios Estrangeiros, a qual canaliza fundos substanciais através ONGs norueguesas e da Rain Forest Foundation, nos EUA e na Noruega); a Greenpeace, cujas ações de desrespeito à soberania de muitas nações são sobejamente conhecidas; o Instituto Socio-ambiental (ISA) e outras como a Oxfam e a Survival International.

Quanto ao ISA, fundado em 22 de abril de 1994, incorporou o patrimônio do Centro Ecumênico de Documentação e Informação (CEDI, umbilicalmente ligado ao Conselho Mundial de Igrejas-CMI) e do Núcleo de Direitos Indígenas (NDI) de Brasília. Como sucessor do CEDI, promove ativamente a insidiosa tese da “autonomia” dos povos indígenas. Para tanto, em especial, mas não unicamente na Amazônia, vêm organizando as “nações indígenas” e mesmo grupos de quilombolas em “uniões”, “organizações”, “federações”, “coordenações”, etc. Ao fim e ao cabo trata-se, sem dúvida alguma, de “garantir a preservação do território amazônico para o seu desfrute pelas grandes civilizações européias, cujas áreas naturais estejam reduzidas a um limite crítico”, objetivo declarado do já mencionado Conselho Mundial de Igrejas. A partir de 2002 expandiu as suas atividades, anteriormente focadas no meio ambiente e nos indígenas, para problemas ligados à posse e utilização da terra, ligando-se ao Apoio Jurídico Popular (AJUP), à Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura (CONTAG), ao MST, à Rede Nacional de Advogados Populares (RENAP) e à Comissão Pastoral da Terra (CPT), promovendo a articulação entre as ONGs ambientalistas e os movimentos de luta pela terra.

 Dentre as organizações ligadas ao ISA, há que destacar o Instituto Internacional de Educação do Brasil (IEB), sediado em Brasília, onde desenvolve atividades voltadas ao “apoio técnico, científico e acadêmico na área de meio ambiente, com o objetivo de fortalecê-la e promover a sua articulação na Amazônia, Pantanal, Mata Atlântica e Cerrado”. Para seus programas conta, atualmente, com o apoio da Embaixada do Reino dos Países Baixos, USAID (sua cooperação com a USAID vem de 1989), Moore Foundation, ProManejo; Delegação da Comissão Européia no Brasil, World Wildlife Fund (WWF) e outras entidades. Em 1997, teve início a parceria com o World Wildlife Fund (WWF-US).  Em 1998 deu-se a sua formalização como ONG, face à necessidade de dar forma institucional às ações realizadas pela cooperação USAID//WWF-US. Em 2000, com a Embaixada do Reino dos Países Baixos, foi firmada uma parceria para a execução do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional e Sustentável – PADIS. Em 2003, criado o Consórcio ALFA, Aliança para a Floresta Amazônica e Mata Atlântica, foi um dos três consórcios selecionados pelo edital da USAID para atuação nos seguintes eixos: manejo florestal, comunidades e mercados, e planejamento de paisagens. O Consórcio ALFA é liderado pelo IEB e formado por oito outras organizações com atuação na área ambiental no Brasil.

A demarcação de TIs, tão defendida por organismos e países estrangeiros, coincidentemente localizadas sobre ocorrências minerais e dada a lamentável anuência brasileira à Convenção sobre os Direitos dos Povos Indígenas, vem trazer uma possível e desastrosa conseqüência para nós: a criação e o reconhecimento, por parte de alguns países centrais com interesses na região (por exemplo: Reino Unido, França, Holanda, EUA) de “nações indígenas” nas áreas ocupadas pelas Reservas situadas em áreas de fronteira, ao norte da calha do Solimões/Amazonas. Sem dúvida, o primeiro “Kosovo indígena” estaria em Roraima (mais de 60% da sua área é reserva indígena ou ambiental) e resultaria da união da Reserva Ianomâmi com a da Raposa-Serra do Sol.

Quem tiver qualquer dúvida quanto ao afirmado, bastará entrar na internet e consultar os sítios das organizações mencionadas anteriormente. Tomará conhecimento da aversão das ONGs à presença do Estado Nacional naquela área e da pressão contra as autoridades brasileiras em fóruns tais como a OEA e a ONU, em defesa dos direitos das “nações indígenas”.

Espero estar enganado, mas a ser concretizada tal hipótese, bem pouco vai restar-nos além de inócuos protestos e, então, bem poderão ser aplicadas a nós, brasileiros, as palavras da mãe do último rei mouro de Granada, em 1492: “Choras como mulher, o que não soubeste defender como homem”.

(*) Osmar J. B. Ribeiro é tenente-coronel reformado do Exército.