A estupidez da provocação, um recado

Dilma e Fidel“Os militares darão a própria vida para livrar o Brasil do comunismo”

* General-de-exército Pedro Luiz de Araujo Braga

A quase impossibilidade de tirar o PT do poder seja por eleições livres, mas viciadas pela prática de estelionatos eleitorais e fraudes, seja por um golpe contra o país lançado pelas forças paramilitares a serviço de um projeto de poder comunista, o clima de uma guerra civil está cada vez mais se afirmando como única saída para livrar nosso país de ser transformado em uma Cuba Continental.

A qualquer momento os efeitos sobre a caserna da overdose da covardia, da cumplicidade e da omissão que domina o comportamento apátrida de uma minoria de comandantes, militares – lacaios dos comunistas – poderá acabar, pela reação coletiva dos contrários, provocando uma intervenção militar muito mais grave do que a ocorrida em 1964, e colocando todos os corruptos genocidas diante de um Tribunal de Guerra para responderem diante da sociedade por todos os milhões de cidadãos assassinados por desgovernos traidores do país e mentores da Fraude da Abertura Democrática.

Os desgovernos do PT demonstraram e continuam demonstrando, diariamente, sua incapacidade de ter a auto crítica necessária para perceber ou aceitar seus erros como indicativos da péssima administração pública que têm exercido durante os últimos 12 anos.

Com o assistencialismo comprador de votos, e com a corrupção e o suborno de milhares de canalhas esclarecidos, os donos do poder acham que tudo está dominado e que não têm mais que dar satisfações a ninguém quando são criticados por suas atitudes, a não ser as costumeiras e deslavadas mentiras, leviandades, falsidades e hipocrisias que não enganam a mais ninguém.

As ameaças e ações punitivas contra militares da ativa e da reserva que estão se posicionando contra a destruição das FFAA e contra a comunização do país e sua degeneração social e econômica pelo projeto de poder do PT, gestado nas reuniões do Foro de SP, estão perdendo o limite, no mínimo, do bom senso.

Depois de semear durante os três últimos anos um inaceitável conflito de classes sociais, o desgoverno Dilma procura, insistentemente, demonstrar que não tem mais nada a perder, quando continua perseguindo sistematicamente as FFAA em ações diretas contra os que se colocam como críticos dos atos de um desgoverno que está jogando o país na ladeira de se transformar em uma Cuba Continental.

Por outro lado a sociedade vem sendo tratada como idiota, imbecil e palhaça do Circo da Corrupção que se instaurou no país durante a Fraude da Abertura Democrática.

As posturas da presidenta e seus lacaios significam interpretar que a calmaria da covardia e da omissão de alguns comandantes pode ser o qualificativo de toda a caserna.

Até quando esses canalhas traidores do país acham que o genocídio de milhares de pessoas inocentes como resultado do bilionário roubo do dinheiro público, a transformação do poder público em um Covil de Bandidos e de porcos comunistas, e o país em um Paraíso de Patifes, continuarão sendo aceitas por uma caserna, por enquanto defensora da disciplina militar em relação aos atos de desgovernos que estão destruindo o país?

Uma minoria de comandantes militares, lacaios de levante comunista que está tomando conta do país, não será capaz de segurar uma revolta latente que já se instaurou nos ambientes dos quartéis, pois todos os militares e superiores imediatos estão sendo testemunhas do assassinato de milhares de civis todos os anos como consequência do roubo do dinheiro público.

Todos esses também têm filhos e famílias que estão na fronteira de se tornarem lacaios de uma Cuba Continental.

A qualquer momento as parcelas das FFAA não subservientes a bandidos, as polícias civis e militares, e a Polícia Federal, assumirão a consciência de que estão sendo feitas cúmplices do assassinato de milhares de cidadãos todos os anos pela obediência a um sistema de governo absolutamente corrompido e criminoso em todas as suas instâncias.

O resultado será um conflito armado com as forças leais ao desgoverno petista e seus cúmplices que, ao contrário do que pensam, serão mortalmente derrotadas, pois as armas necessárias para combater os inimigos de nossa pátria aparecerão, e a revolta se fará presente em uma guerra civil de absoluta responsabilidade do PT, que plantou durante décadas as sementes de um conflito civil-militar armado no país.

Que o submundo do PT continue tentado destruir as FFAA e chamando os comandantes militares de comandantes de merda.

O preço a pagar por tanto atrevimento comunista se aproxima de ser pago.

De qualquer forma, pela insistência de muitos, estamos ainda procurando acreditar que a traição militar ao país se situe apenas no círculo de comandantes militares omissos, covardes e cúmplices e não em um comportamento coletivo da caserna.

Em 07 de março de 2014 – Este é um alerta à Nação brasileira, assinado por homens cuja existência foi marcada por servir à Pátria, tendo como guia o seu juramento de por ela, se preciso for, dar a própria vida. São homens que representam o Exército das gerações passadas e são os responsáveis pelos fundamentos em que se alicerça o Exército do presente.

Assinam, abaixo, os Oficiais Generais por ordem de antiguidade e demais militares e civis por ordem de adesão.

Oficiais Generais

1 – Gen Ex Pedro Luiz de Araujo Braga
2 – Gen Ex Angelo Baratta Filho
3- Gen Ex Luiz Guilherme de Freitas Coutinho
4 – Gen Ex José Carlos Leite Filho
5 – Gen Ex Domingos Miguel Antônio Gazzineo
6 – Gen Ex José Luis Lopes da Silva
7 – Gen Ex Luiz De Góis Nogueira Filho
8 – Gen Ex Valdésio Guilherme de Figueiredo
9 – Gen Ex Gilberto Barbosa de Figueiredo
10 – Gen Ex Luiz Edmundo Maia de Carvalho
11 – Gen Ex Antônio Araújo de Medeiros
12 – Ten Brig Ar (Refm) Ivan Frota
13 – Gen Ex Domingos Carlos Campos Curado
14 – Gen Ex Ivan de Mendonça Bastos
15 – Gen Ex Rui Alves Catão
16 – Desembargador do Tribunal de Justiça/RJ Bernardo Moreira Garcez Neto
17 – Gen Ex Cláudio Barbosa de Figueiredo
18- Gen Ex Carlos Alberto Pinto Silva
19 – Gen Ex Luiz Cesário da Silveira Filho
20 – Gen Ex Maynard Marques de Santa Rosa

1- Gen Div Francisco Batista Torres de Melo
2 – Gen Div Amaury Sá Freire de Lima
3 – Gen Div Leone da Silveira Lee
4 – Gen Div Cássio Rodrigues da Cunha
5 – Gen Div Aloísio Rodrigues dos Santos
6 – Gen Div Robero Viana Maciel dos Santos
7 – Gen Div Marcio Rosendo de Melo
8 – Gen Div Luiz Carlos Minussi
9 – Gen Div Gilberto Rodrigues Pimentel
10 – Gen Div Ulisses Lisboa Perazzo Lannes
11 – Gen Div Luiz Wilson Marques Daudt
12 – Maj Brig Ar Edilberto Telles Shirotheau Corrêa
13 – Maj- Brig do Ar Cezar Ney Britto de Mello
14 – Maj Brig Ar Irineu Rodrigues Neto
15 – Maj Brig Ademir Siqueira Viana
16 – Ge n Div Clóvis Puper Bandeira
17 – Gen Div Roberto Schifer Bernadi
18- Gen Div Remy de Almeida Escalante
19 – Gen Div Sérgio Ruschell Berganaschi
20 – Gen Div Sérgio Pedro Coelho Lima

1- Gen Bda Rui Leal Campello – Detentor do Bastão da FEB
2 – Brig Ar Leci Oliveira Peres
3 – Gen Bda Dickens Ferraz
4 – Gen Bda Paulo Ricardo Naumann
5 – Gen Bda Gilberto Serra
6 – Gen Bda Aricildes de Moraes Motta
7 – Gen Bda Durval A. M. P. de Andrade Nery
8 – Gen Bda Carlos Augusto Fernandes dos Santos
9 – Gen Bda Miguel Monori Filho
10 – Gen Bda Iberê Mariano da Silva
11 – Gen Bda Eduardo Cunha da Cunha
12 – Gen Bda Tirteu Frota
13 – Gen Bda César Augusto Nicodemus de Souza
14 – Gen Bda Geraldo Luiz Nery da Silva
15 – Gen Bda Marco Antonio Felício da Silva
16 – Gen Bda Newton Mousinho de Albuquerque
17 – Gen Bda Paulo César Lima de Siqueira
18 – Gen Bda Marco Antonio Tilscher Saraiva
19 – Gen Bda Manoel Theóphilo Gaspar de Oliveira
20 – Gen Bda Hamilton Bonat
21 – Gen Bda Elieser Girão Monteiro
22 – Gen Bda Pedro Fernando Malta
23 – Gen Bda Mauro Patrício Barroso
24 – Gen Bda Marcos Miranda Guimarães
25 – Gen Bda Zamir Meis Veloso
26 – Gen Bda Valmir Fonseca Azevedo
27 – Gen Bda Marco Antônio Sávio Costa
28 – Brig.Ar Sérgio Luiz Millon
29 – Gen Bda Carlos Eduardo Jansen
30 – Gen Bda Mario Monteiro Muzzi
31 – Gen Bda Paulo Roberto Correa Assis
32- Gen Bda Iram Carvalho
33 – Brig Ar Danilo Paiva Alvares
34- Gen Bda Jos´e Alberto Leal
35 – Gen Bda José Luiz Gameiro Sarahyba
36 – Gen Brig Ar – Guido de Resende Souza
37 – Gen Bda Sady Guilherme Schmidt
38 – Contra- Alm Med Luiz Roberto Matias Dias

Oficiais Superiores

1- Cel Jarbas Gonçalves Passarinho
2 – Cel Carlos de Souza Scheliga
3 – Cel Carlos Alberto Brilhante Ustra
4 – Cel Ronaldo Pêcego de Morais Coutinho
5 – Capitão-de-Mar-e-Guerra Joannis Cristino Roidis
6 – Cel Celso Seixas Marques Ferreira
7 – Cel Pedro Moezia de Lima
8 – Cel Cláudio Miguez
9 – Cel Yvo Salvany
10 – Cel Ernesto Caruso
11 – Cel Juvêncio Saldanha Lemos
12 – Cel Paulo Ricardo Paiva
13 – Cel Raul Borges
14 – Cel Rubens Del Nero
15 – Cel Ronaldo Pimenta Carvalho
16 – Cel Jarbas Guimarães Pontes
17 – Cel Miguel Netto Armando
18 – Cel Florimar Ferreira Coutinho
19 – Cel Av Julio Cesar de Oliveira Medeiros
20 – Cel.Av.Luís Mauro Ferreira Gomes
21 – Cel Carlos Rodolfo Bopp
22 – Cel Nilton Correa Lampert
23 – Cel Horacio de Godoy
24 – Cel Manuel Joaquim de Araujo Goes
25 – Cel Luiz Veríssimo de Castro
26 – Cel Sergio Marinho de Carvalho
27 – Cel Antenor dos Santos Oliveira
28 – Cel Josã de Mattos Medeiros
29 – Cel Mario Monteiro Campos
30 – Cel Armando Binari Wyatt
31 – Cel Antonio Osvaldo Silvano
32 – Cel Alédio P. Fernandes
33 – Cel Francisco Zacarias
34 – Cel Paulo Baciuk
35 – Cel Julio da Cunha Fournier
36 – Cel Arnaldo N. Fleury Curado
37 – Cel Walter de Campos
38 – Cel Silvério Mendes
39 – Cel Luiz Carvalho Silva
40 – Cel Reynaldo De Biasi Silva Rocha
41 – Cel Wadir Abbês
42 – Cel Flavio Bisch Fabres
43 – Cel Flavio Acauan Souto
44 – Cel Luiz Carlos Fortes Bustamante Sá
45 – Cel Plotino Ladeira da Matta
46 – Cel Jacob Cesar Ribas Filho
47 – Cel Murilo Silva de Souza
48 – Cel Gilson Fernandes
49 – Cel José Leopoldino e Silva
50 – Cel Pedro Carlos Pires de Camargo
51 – Cel Antonio Medina Filho
52 – Cel José Eymard Bonfim Borges
53– Cel Dirceu Wolmann Junior
54 – Cel Sérgio Lobo Rodrigues
55 – Cel Jones Amaral
56 – Cel Moacyr Mansur de Carvalho
57 – Cel Waine Canto
58 – Cel Moacyr Guimarães de Oliveira
59 – Cel Paulo Carvalho Espindola
60 – Cel Nelson Henrique Bonança de Almeida
61 – Cel Roberto Fonseca
62 – Cel Jose Antonio Barbosa
63 – Cel Jomar Mendonça
64 – Cel Carlos Sergio Maia Mondaini
65 – Cel Nilo Cardoso Daltro
66 – Cel Vicente Deo
67 – Cel Av Milton Mauro Mallet Aleixo
68 – Cel José Roberto Marques Frazão
69 – Cel Brigido Montarroyos Leite
70 – Cel Flavio Andre Teixeira
71 – Cel Jorge Luiz Kormann
72 – Cel Aluísio Madruga de Moura e Souza
73 – Cel Aer Edno Marcolino
74 – Cel Paulo Cesar Romero Castelo Branco
75 – Cel Carlos Leger Sherman Palmer
76 – Cel Gilberto Guedes Pereira
77 – Cel Carlos da Rocha Torres
78 – Cel Paulo Soares dos Santos
79 – Cel Mário Luiz de Oliveira
80 – Cel Wilson Musco
81 – Cel Luiz Fontoura de Oliveira Reis
82 – Cel Rubens Reinaldo Santana
83 – Cel Arthur Paulino Tapajoz de Souza
84 – Cel Josimar Gonçalves Bezerra
85 – Cel Affonso Correa de Araújo
86 – Cel Era Derli Stopato da Fonseca
87 – Cel Elmio David Dansa de Franco
88 – Cel Antonio Carlos Pinheiro
89 – Cel Av Silvio Brasil Gadelha
90 – Cel Av Sílvio Barreto Viana
91 – Cel Jorge Caetano Souza do Nascimento
92 – Cel Sérgio Augusto Machado Cambraia
93 – Cel Manoel Soriano Neto
94 – Cel Nelson Roque Vaz Musa
95 – Cel Rubens Vaz da Cunha
96 – Cel Mário Muzzi
97 – Cel Luiz Caramuru Xavier
98 – Cel Av Valdir Eliseu Soldatelli
99 – CMG (FN) Guilherme Gonzaga
100 – CMG Cesar Augusto Santos Azevedo
101 – Cel José Alberto Neves Tavares da Silva
102 – Cel Pedro Figueira Santos
103 – Cel Respício Antonio do Espírito Santos
104 – Cel Av Silvio da Gama Barreto Viana
105 – Cel Djair Braga Maranhoto
106 – Cel Airton Alcântara Gomes
107 – Cel Arcanjo Miguel Vanzan
108 – CMG Francisco Heráclio Maia do Carmo
109 – Cel Ary Vieira Costa
110 – Cel Ricardo Perera de Miranda
111 – CMG Edmundo Amaral Baptista
112 – Cel Nicolau Loureiro Neto
113 – Cel AV Sérgio Ivan Pereira
114 – CMG Geraldo da Fonseca
115 – Cel Nelsimar Moura Vandelli
116 – Cel Cesar Augusto de Jesus Magalhães
117 – Cel Rogério Oliveira da Cunha
118 – Cel José Augusto de Castro Neto
119 – Cel Benedito Luiz Longhi
120 – CMG Rogério Ferreira Esteves
121 – Cel Albérico da Conceição Andrade
122 – Cel Orlando Galvão Canário
123 – Cel AV José Alfredo de Tolosa Andrade
124 – Cel Pedro Arnóbio de Medeiros
125 – Cel Sérgio dos Santos Lima
126 – Cel Cezar Nunes de Araújo
127 – Cel Ivan Fontelles
128 – Cel Paulo Soares de Souza
129 – Cel Renato Brilhante Ustra
130 – Cel Ariel Rocha de Cunto
131 – Cel Rui Pinheiro Silva
132 – Cel Milton Moraes Sarmento
133 – Cel Paulo Sérgio da Silva Maia
134 – Cel Ney de Oliveira Waszak 134

Publicado por:  Brasil Acima de Tudo


O Separatismo PeTista

João Bosco Leal

Mapa das Eleições 2014Após o segundo turno das eleições, proliferou nas redes sociais uma quantidade incontável de mensagens daqueles que foram voto vencido – entre os quais me incluo – sobre a necessidade de separar o Brasil.

Sempre que ocorre uma situação como esta, em que os votos dos nordestinos e nortistas são considerados os responsáveis pela decisão, os fiéis da balança, essa possibilidade volta a ser levantada.

Entretanto, desta vez eles não foram, sozinhos, os responsáveis. O candidato Aécio Neves perdeu em estados importantes em quantidade de eleitores, como em seu próprio estado, Minas Gerais e no Rio de Janeiro.

Porém, o que causou a irritação dos eleitores de Aécio, foi que a soma dos votos da região Norte e Nordeste – onde Dilma ganhou com uma média de 70% dos votos -, é de 35% dos eleitores brasileiros, muito superior à soma dos eleitores das regiões Sul e Centro Oeste que é de 21% e onde Aécio venceu, mas com uma média de 57% dos votos e, todos sabem, o Norte e o Nordeste são as regiões onde mais cidadãos são beneficiados com os programas assistenciais do Governo Federal.

Durante sua campanha irresponsável, Dilma Rousseff espalhou pelo Brasil a notícia de que se eleito fosse, Aécio acabaria com os programas sociais “Bolsa Família” e “Minha Casa, Minha Vida” e que os “sulistas” estavam chamando os nortistas e nordestinos de dependentes das “esmolas” do governo e que eram “burros” por terem votado nela no primeiro turno. Ludibriados pelas mentiras da campanha petista – e amedrontados por serem muito dependentes desses programas -, eles votaram ainda mais em Dilma no segundo turno.

Mas de um partido em que a maioria de suas lideranças foi julgada e condenada por “corrupção” e “formação de quadrilha”, não podíamos esperar nada melhor que isso e agora, seus principais líderes, que sempre dizem “nada saber” sobre o ocorrido em seus próprios governos, incitam o ódio entre brasileiros, arriscando provocar uma situação que levará décadas para ser corrigida, esquecida.

Entretanto, pior seria que nós, das outras regiões do país, entrássemos também no jogo sujo e irresponsável desses “bandidos” que, para vencer uma eleição arriscam, inclusive, promover uma cisão entre o povo brasileiro.

Na realidade, a irresponsabilidade deste partido é tão grande que, mesmo após 12 anos no poder e tanta roubalheira já comprovada, não permitiu que nossos irmãos nortistas e nordestinos tivessem acesso à educação, à informação, à saúde e ao emprego. Ao invés disso, preferiram dar-lhes “Bolsas” e “Vales”, submetendo-os às “esmolas” do Estado.

É contra isso que precisamos lutar, pois enquanto nossos irmãos forem dependentes, e sem acesso à informação, continuarão votando em seus “líderes” José Sarney, Renan Calheiros, Fernando Collor, Severino Cavalcanti, Jader Barbalho, Edson Lobão e todos os outros “coronéis” nortistas e nordestinos que nunca lutarão por eles, mas sim por interesses próprios.

Ao invés de dividir o país, devemos uni-lo em torno de uma única causa: Fazer com que os hoje dependentes dos projetos sociais, troquem essa dependência por bons empregos, escolas e atendimento médico decente.

Os patriotas jamais pensarão em dividir o país, mas sim em exigir igualdade de oportunidades.

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As eleições compradas

João Bosco Leal

As eleições compradasAtualmente, o maior problema do Brasil é a corrupção. Não que ela não existisse, mas nos governos do PT ela se institucionalizou. Diariamente assistimos a divulgação de uma avalanche de denúncias de roubalheiras, superfaturamentos e verdadeiros assaltos aos cofres públicos, promovidos pela quadrilha que hoje governa o país, que instalou “companheiros” em todas as maiores empresas estatais.

No governo anterior, do mesmo PT, ocorreu a filmagem de uma entrega de dinheiro da corrupção nos Correios e, puxado o fio da meada, deu no chamado Mensalão do PT, provado, comprovado, com alguns de seus participantes julgados e condenados, mas, como de costume, de existência até hoje negada pelos líderes maiores do que hoje bem mais se parece com uma enorme quadrilha, do que com um partido político. Que inicialmente se dizia protetor da classe operária.

Gente que participou do PT desde sua fundação, agora foi condenada e presa, mas mesmo assim foram tidos como heróis pela grande maioria dos outros membros do partido que, além de não expulsá-los de seus quadros, ainda arrecadaram dinheiro para pagar as quantias a que foram condenados a indenizar o Estado.

O país sofre em todas as frentes, como na falta de estrutura rodoviária, ferroviária e fluvial para o escoamento da produção, na falta de escolas e professores, de hospitais e pronto-socorros, além de tantas outras carências sistematicamente reclamadas e divulgadas por todo o país.

Entretanto, ao invés de corrigirmos as nossas deficiências, os governos do PT preferem construir refinarias de petróleo superfaturadas por solicitação do “companheiro” Hugo Chávez, portos, aeroportos e hotéis em Cuba, a pedido dos “companheiros” Castro, entregar as refinarias de petróleo da Petrobrás na Bolívia para o “companheiro” Evo Morales e assim por diante.

Tudo isso por um projeto de poder traçado por todos eles em 1990, no Foro de São Paulo, que pretende socializar toda a América Latina. O mesmo projeto, claro, pretende perpetualizar no poder os seus líderes, como já fazem os irmãos Castro em Cuba , Evo Morales, que acaba de ser reeleito na Bolívia pela terceira vez consecutiva, pretendia fazer Hugo Chávez na Venezuela, e é o sonho de Lula e do PT.

No Brasil, para se atingir essa perpetualização os governos do PT estão está criando, entre os mais necessitados, gerações de viciados em esmolas do Estado, como o programa “Bolsa Família”, sem dar-lhes o menor estímulo de evoluir em direção ao mercado de trabalho.

Há mais de cinquenta anos Luiz Gonzaga, o grande cantor e compositor, afirmou: ”Seu doutô, o nordestino tem muita gratidão pela ajuda dos sulistas nessa sêca do sertão, mas doutô, uma esmola a um homem são ou lhe mata de vergonha ou vicia o cidadão”.

Ronald Reagan disse: “Devemos medir o sucesso dos programas sociais pelo número de pessoas que deixa de recebê-lo e não pelo número de pessoas que neles são adicionadas”; e também: “O melhor programa social é um emprego”.

Para o PT, pelo contrário, o mais importante é aumentar cada vez mais os dependentes do Estado, pois isso facilita sua permanência no poder. Se não contasse com os beneficiários do Bolsa Família, das ONG’S e dos Movimentos Sociais, Dilma já teria perdido as eleições no primeiro turno.

A população precisa entender que votar em troca de algo é vender, além de seu voto, sua dignidade, seus sonhos, projetos e perspectivas de futuro.

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Limpando a sujeira do país

João Bosco Leal

Mapa da Eleição de 14“Nunca antes na história deste país” a disputa pela eleição para Presidente da República foi tão suja. Denúncias de verdadeiros assaltos às empresas estatais, utilização da máquina pública em benefício próprio, desvio de verbas, surgem em tal quantidade que mal temos tempo de tomar conhecimento de uma, já surge outra.

Assistindo um vídeo onde, em uma reunião do partido, o Deputado Durval Ângelo (PT-MG) diz textualmente: “tem dedo forte dos Petistas nos Correios” , e outro onde um funcionário dos Correios é flagrado distribuindo propaganda eleitoral de Dilma, fica fácil entender porque Aécio Neves, mesmo tendo deixado o governo de Minas Gerais com 82% de aprovação foi menos votado do que Dilma nesse estado.

Os partidos que compõe o grupo de apoio à candidatura de Aécio Neves entraram, também, na Justiça Eleitoral, com denúncia crime contra a EBCT, porque naquele estado os Correios não distribuíram as propagandas dele e de outros candidatos do PSDB.

São tantas as artimanhas sujas utilizadas pelo PT para continuar governando, que só se pode chegar a uma conclusão: Estão todos com muito medo de serem presos, pois não há mais como esconder tantos crimes sem que pessoas sejam responsabilizadas.

A luta pelos votos do segundo turno destas eleições será travada entre o Brasil rico, culto e produtivo, em oposição ao Brasil da pobreza, analfabeto e submisso aos coronéis da política, que se aproveita de sua miséria para submetê-los a uma dependência cada vez maior do Estado através das mais diversos tipos de esmolas, como as “bolsas” ou “vales”.

Esse governo não proporciona e jamais lhes proporcionará educação, pois com ela tomariam conhecimento das realidades e deixariam de votar em troca de pequenas quantias ou “favores”.

Assim, sem cultura, acesso a jornais ou outros meios de informação, essa massa, hoje infelizmente ainda grande parte da população brasileira, continuará dependente dos Lula, Dilma, Sarney, Collor, Lobão, Renan e tantos outros exploradores da miséria nordestina que só nesses estados conseguem os votos necessários para sua permanência no poder.

Isso ficou muito claro no primeiro turno das eleições deste ano, onde Dilma – à exceção de Minas Gerais onde literalmente roubou as eleições com a ajuda dos Correios – só venceu nos estados do Norte e Nordeste.

Enquanto a população das regiões Norte e Nordeste não tiver acesso à educação, teremos diversos embates entre o Brasil produtivo contra o Brasil dependente das esmolas públicas.

Os eleitores precisam perceber isso com clareza e a tempo, para que possamos não só estar vivendo o auge da sujeira, mas sim o início da limpeza desse país.

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As rugas

João Bosco Leal

Avô e Neto 07Tornou-se comum entre os brasileiros utilizar muitos dos recursos atualmente disponibilizados pela medicina para retardar seu envelhecimento. Vitaminas orais ou injetáveis, suplementos minerais e os mais diversos tipos de cirurgias são utilizadas com essa finalidade.

Em busca da beleza física, os salões de beleza estão repletos de homens fazendo as unhas, limpeza de pele, depilação, tratamentos capilares e outros soluções antes só utilizadas pelas mulheres.

Caminhadas, corridas e academias de musculação acompanhada por um Personal trainer já fazem parte do quotidiano da população que tem tempo e pode pagar por isso.

Nas clínicas de cirurgia plásticas são encontradas pessoas em busca da correção de detalhes mínimos em seus físicos, como rugas nos cantos dos olhos e testa, as “papadas” abaixo do queixo, narizes ou orelhas que não as agradam, preenchimentos labiais e de outras partes do rosto, “esticadas” na pele facial já flácida, implantes capilares e de silicones nas mamas, nádegas e muitas outras possibilidades oferecidas para a “escultura” dos corpos.

Normalmente elas sofrem por não aceitar as leis da natureza e terminam por espalhar esse sofrimento para todos que os circundam. Entretanto, mesmo com todas essas possibilidades, querer reconquistar a memória ágil, a forma e a agilidade física ou a barriguinha que possuía na plenitude da juventude, seria algo de preço extremamente elevado e muitas vezes, além dos riscos, expõe a pessoa a resultados inversos ao desejado, transformando-a em uma caricatura de si mesma.

A natureza jamais permitirá que verdadeiramente retrocedamos vinte ou trinta anos em uma mesa cirúrgica e essa é a graça da vida. Passamos por diversas fases e em cada uma crescemos, aprendemos, acertamos, erramos, amadurecemos e, maduros, sabemos o que nunca conseguiríamos saber décadas antes.

Ocorre uma troca, a juventude passa, mas o conhecimento se avoluma, permitindo uma vida com mais sabedoria, harmonia com o próximo, menos desgastes desnecessários, aprendemos a admirar e aproveitar mais cada detalhe de um novo raiar ou pôr do sol, que a natureza nos disponibiliza diariamente e que décadas atrás não eram sequer notados.

Muitas coisas do passado são hoje impraticáveis e é bom que assim seja, pois com a maturidade percebemos que no passado falamos ou fizemos coisas que hoje não repetiríamos, corremos riscos desnecessários, andamos depressa demais e que, muitas vezes, poderíamos ter nos machucado e até mesmo morrido.

A lei da gravidade, a menor agilidade, as diferenças nos prazeres físicos são, psicologicamente, transformadas em sofrimentos, mágoas, tristezas, quando poderiam ser encaradas de forma mais sutil, se entendidas simplesmente como alterações e não como fim, pois nada terminou, só mudaram os padrões de beleza, o modo e o tempo que se leva em busca do prazer, o que inclusive pode ser encarado como uma grande vantagem.

Todos possuem um arquivo mental, onde guardam suas histórias, os erros e acertos, as perdas e ganhos, os fracassos e sucessos que agora os ensinam a buscar uma vida melhor, com mais qualidade, sem angústias desnecessárias, que nada resolverão.

As rugas são os sinais de como aprendemos a esquecer o inatingível e a só buscar o possível.

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Nunca mais!

Yair Lapid*

O holocausto força-nos a perguntar as seguintes questões: O que eu teria feito? O que teria feito se fosse um judeu em Berlim, em 1933, quando Hitler ascendeu ao poder? Teria fugido? Teria vendido a minha casa e abandonado meu trabalho? Retirado meus filhos da escola no meio do ano? Ou teria dito a mim mesmo: isto vai passar, é só um momento de loucura, Hitler só disse estas coisas porque é um político procurando se eleger. Sim, ele é antissemita, mas quem não é?

Já vivemos tempos piores do que este. É melhor esperar, manter minha cabeça fria. Isto passará. O que eu faria se fosse um cidadão alemão, em Berlim no dia 18 de outubro de 1941, quando o primeiro trem partiu conduzindo 1.013 judeus, entre crianças, mulheres e velhos, todos destinados a morrer?

Não pergunto o que teria feito se fosse um nazista, mas o que teria feito se fosse um cidadão honesto testemunhando esse fato no local?

Um cidadão alemão, de minha idade, com três filhos como eu. Um homem que educou seus filhos nos princípios da decência, do direito inalienável à vida e ao respeito. Teria eu permanecido em silêncio? Teria protestado?

Teria eu sido um dos numerosos berlinenses que tentaram incognitamente resistir ao nazismo, ou dos que continuaram vivendo como se nada estivesse acontecendo?

Jogaria fora minha mala e sairia correndo? Ou atacaria os guardas em seus uniformes negros e morreria honrada e corajosamente, rapidamente, ao invés de vagarosamente torturado e faminto? Penso saber a resposta, e você também.

Nenhum – NENHUM – dos 1.013 judeus que partiram para a morte lutou contra os guardas. Nem eles nem os milhares que os seguiram partindo desta mesma plataforma.

Meu avô, Bela Lampel, também não o fez, quanto um soldado alemão, tirou-o de casa, tarde da noite de 18 de março de 1944. “Bitte” disse a mãe dele, minha bisavó Hermine, para o soldado alemão. Ela lentamente ajoelhou-se e abraçou as botas do soldado. “Bitte, não esqueça que você também tem uma mãe”. O soldado não disse uma só palavra. Ele não sabia, que da cama, escondido sob o colchão, meu pai tudo observava. Um jovem judeu de 13 anos, que de um dia para o outro virou um homem. Ou o que teria acontecido se eu fosse um dos 1.013 judeus naquele trem? Teria embarcado? Teria escondido minha filha de dezoito anos nas florestas do norte? Teria dito aos meus dois filhos homens para que lutassem até a morte? Jogaria fora minha mala e sairia correndo? Ou atacaria os guardas em seus uniformes negros e morreria honrada e corajosamente, rapidamente, ao invés de vagarosamente torturado e faminto? Penso saber a resposta, e você também.

Nenhum – NENHUM – dos 1.013 judeus que partiram para a morte lutou contra os guardas. Nem eles nem os milhares que os seguiram partindo desta mesma plataforma.

Meu avô, Bela Lampel, também não o fez, quanto um soldado alemão, tirou-o de casa, tarde da noite de 18 de março de 1944. “Bitte” disse a mãe dele, minha bisavó Hermine, para o soldado alemão. Ela lentamente ajoelhou-se e abraçou as botas do soldado. “Bitte, não esqueça que você também tem uma mãe”. O soldado não disse uma só palavra. Ele não sabia, que da cama, escondido sob o colchão, meu pai tudo observava. Um jovem judeu de 13 anos, que de um dia para o outro virou um homem.

Por que eles não lutaram? Esta é a pergunta que me assombra. Esta é a pergunta que o povo judeu não sabia responder desde a partida do último trem para Auschwitz. E, a resposta – a única resposta – é que não acreditavam, que a maldade suprema existia, mas agora sabem e acreditam, e como!

Sabiam na época, naturalmente, que existe gente má no mundo, mas não acreditavam na maldade suprema, na maldade organizada, sem perdão ou hesitação, maldade fria que os visualizavam mas não os viam, nem por um momento como seres humanos.

Pela ótica de seus assassinos, eles não eram pessoas. Não eram pais, mães e filhos. Nunca haviam celebrado o nascimento de um filho, nunca se apaixonaram, nunca levaram seu velho cão para passear, às duas da manhã, ou riram até chorar ao assistir uma comédia inesquecível.

É só isso que você precisa para assassinar seu semelhante. Estar convencido que ele não é um ser humano. Estar convencido que ele não é um homem na acepção antropológica da palavra. Quando esses assassinos olhavam para os prisioneiros nos trens que partiam das plataformas em sua jornada final, não viam pais e mães, mas só JUDEUS.

Não eram poetas ou músicos, mas só JUDEUS.

Não eram Herr Braun ou Frau Schvartz, mas só JUDEUS.

A “DESTRUIÇÃO” começa com a perda provocada da identidade.

Não traz surpresa, que a primeira coisa que ocorria quando chegavam em Auschwitz, era tatuar um número em seus antebraços.

É difícil matar Rebecca Grunwald, uma linda e graciosa jovem de 18 anos, mas uma judia número 7762 A, é fácil de matar, mesmo quando continue a mesma pessoa.

Setenta e cinco anos mais tarde, sabemos um pouco mais? Entende-se mais?

O Holocausto coloca aos olhos de Israel um desafio duplo: Por um lado nos é ensinado que devemos sobreviver a qualquer custo, e sermos capazes de nos defender a qualquer preço. Trens lotados de judeus nunca mais partirão de plataforma alguma, seja qual for o destino e o lugar no mundo. A segurança do Estado de Israel e seus cidadãos deve estar para sempre nas mãos de seus habitantes exclusivamente, sejam judeus ou não.

Temos amigos, e estaremos em companhia dos mesmos. A nova Alemanha, já provou sua atual amizade a Israel, mas não podemos nem devemos confiar em ninguém a não ser em nós. Por outro lado, o Holocausto nos ensinou, que independentemente de qualquer circunstância, devemos ser e permanecer sempre como um povo e Estado com sentimentos e moral elevada.

A moral humana não é avaliada quando tudo caminha normalmente, ela é julgada pela nossa habilidade em ver e sentir o sofrimento de terceiros, mesmo quando temos razões bastantes para ver exclusivamente os nossos.

O Holocausto não pode ser comparado, e não deve sê-lo, com qualquer outro evento na história humana. Foi, nas palavras de K. Zetnik, um sobrevivente de Auschwitz, “um outro planeta”. Não devemos comparar, mas devemos sempre lembrar o que aprendemos.

A guerra que travamos hoje, que parece continuar, e que o mundo civilizado – quer queiram, quer não – será parte dela, fundamenta as duas lições que tiramos do Holocausto, colocando infelizmente uma diante e oposta a outra.

A necessidade de sobreviver nos ensina como sermos combativos para nos defender.

A necessidade de permanecermos politicamente corretos, mesmo quando a imoralidade nos rodeia, nos ensinaa  minimizar o sofrimento humano tanto quanto possível.

Nossa conduta moral não é avaliada em um laboratório esterilizado ou em um livro de filosofia.

Nas últimas semanas, nossa avaliação perante a opinião pública mundial e principalmente pela mídia internacional facciosa como sempre em relação a Israel, foi feita durante intensa troca de foguetes e bombardeios.

Milhares de foguetes foram lançados contra Israel, enquanto terroristas armados do Hamas continuavam a cavar túneis que os levavam a jardins de infância, com o objetivo de raptar e matar nossas crianças.

Qualquer um que nos critique deve fazer a si uma única pergunta: “O que você faria se viesse à escola de seus filhos um terrorista do Hamas armado com uma metralhadora e começasse a atirar?”

O Hamas, ao contrário do que fazemos, quer matar JUDEUS. Jovens ou velhos, mulheres ou homens, soldados ou civis. Não veem diferença, pois para eles, não somos pessoas. Somos JUDEUS, razão bastante para tentar nos matar, exatamente igual aos nazistas.

Nosso termômetro moral, mesmo nessas circunstâncias, é continuar a distinguir entre inimigos e inocentes.

Cada criança que morre em Gaza, faz sangrar nosso coração. Eles não são do Hamas, não são inimigos, são apenas crianças.

Israel é o primeiro e único pais, em toda história mundial militar, que informa seus inimigos previamente quando e onde vai atacar, a fim de evitar feridos civis.

Israel é o único país que transfere alimentos e medicamentos aos seus inimigos mesmo durante o embate.

Israel é o único país em que pilotos abandonam suas missões quando identificam civis no solo a ser bombardeado. Assim mesmo, crianças morrem, e crianças não existem para morrer assim.

Hoje na Europa, e como em todo mundo, seus habitantes estão confortavelmente sentados em seus lares, vendo as notícias do dia, e comentando como Israel está falhando em sua estratégia de autodefesa. Por quê? Porque em Gaza pessoas sofrem e morrem. Não entendem – ou não querem entender – que o sofrimento em Gaza, é a MAIOR ARMA DA SUPREMA MALDADE – OU SEJA – DO HAMAS.

Quando tentamos explicar a todos, minuto a minuto, dia após dia, semana após semana, que o Hamas usa seus filhos, suas crianças, como escudos humanos, pondo-os na linha de fogo intencional e cruelmente, para assegurar que vão morrer, esse diabólico Hamas, sacrifica essas vidas jovens e promissoras para vencer sua guerra de propaganda, e assim mesmo a opinião pública mundial não judaica, recusa-se a acreditar nisto. Por quê?

Porque, não conseguem acreditar que seres humanos – seres humanos que parecem sê-lo, e soam como se fossem – são capazes desse comportamento diabólico. Porque, pessoas de bem, recusam-se a reconhecer essa suprema maldade, só quando já é muito tarde.

Dia a dia, perguntamos a nós mesmos, porque a humanidade prefere nos criticar, mesmo quando fatos gritantes e incontroversos indicam o contrário.

Hoje, mundo afora, fanáticos muçulmanos estão massacrando outros muçulmanos. Na Síria, no Iraque, na Líbia e na Nigéria morrem mais crianças em um dia, do que em Gaza em um mês.

Cada semana, uma mulher é sequestrada e estuprada, homossexuais são enforcados e cristãos decapitados. Enquanto isso o mundo observa, calma e educadamente, voltando obsessivamente a condenar Israel por tentar se defender e a seus cidadãos.

Parte dessas críticas vem de antissemitas. Mais uma vez, emerge o monstro do preconceito. Mas não perdem por esperar, lutaremos contra vocês sempre, em qualquer tempo e lugar. Os dias em que os judeus silenciavam já eram.

Nunca mais calaremos face o antissemitismo travestido de antiisraelismo, e esperamos que cada governo, em cada país, com o bom senso de todos os governantes, ombro a ombro ajude-nos a combater essa maldade suprema que insiste em reviver.

Muitos preferem nos criticar e focar sua raiva sobre nós, porque sabem que somos os únicos que os ouvimos porque defendemos todos os pontos em que o Hamas é contra, como direitos humanos, racionalidade, liberdade para os gays, direito das mulheres, liberdade de religião e de opinar.

Não nos deixemos enganar. A suprema maldade está aqui. À nossa volta. Está procurando vigorosamente nos ferir.

O fundamentalismo muçulmano é a mais recente manifestação da suprema maldade, e como o nazismo que o precedeu, nos ensinou como usar nossas estratégias para nos defender.

Diabolicamente usam nossa incapacidade de aceitar que seres humanos utilizem e matem seus filhos e cidadãos civis em geral, para vencer uma guerra de propaganda, materializada pela captação por uma lente de TV, de um cenário de morte e sofrimento que circulará pela mídia internacional na sua perseguição infinita contra os judeus e o Estado de Israel.

Finalmente, quero alertar aos líderes do Hamas, do Estado Islâmico ou ISIS, que nunca estarão seguros onde quer que estejam enquanto continuarem a matar vítimas inocentes.

Assim como os principais líderes do Ocidente, continuaremos a perseguir até a extinção esses assassinos do Hamas e seus parceiros.

Essa suprema maldade que Israel enfrenta hoje, a Europa já sabe, que se falharmos ao tentar detê-los, eles serão os próximos alvos.

Nunca mais embarcaremos nos trens da morte, esteja o Mundo certo disso! Shalom!

*Yair Lapid é jornalista e ministro das Finanças de Israel, agosto de 2014

Publicado por:  O Cão Que Fuma


Quem já amou

João Bosco Leal 

Quem já amouMilhares de pessoas vivem casamentos de décadas pensando ou dizendo amar seu cônjuge, o pai ou a mãe de seus filhos, mas, no fundo, quando param e meditam um pouco mais profundamente sobre o assunto, percebem que isso não é verdade, que estão se enganando.

São vários os motivos que as levam a esse comportamento, mas os principais são a acomodação e a dependência financeira, décadas atrás provocada pelo despreparo profissional das mulheres, mas atualmente pelas exigências consumistas cada vez maiores, impostas pela sociedade em que vivemos, onde se gasta sempre mais do que se ganha.

As paixões iniciais já não existem, mas surgiram laços como os patrimoniais, sociais e os filhos, que são difíceis de serem desfeitos. A moradia conjunta, os amigos comuns e a dependência recíproca dos que assumiram financiamentos conjuntamente, são algumas das centenas de alegações que, normalmente, dizem dificultar bastante um rompimento.

As pessoas nessa situação vivem fugindo da realidade, se escondendo da vida real, pois não querem enfrentar os problemas. Fingem acreditar que tudo mudará, mesmo que, no fundo, saibam que isso não é verdade, nunca ocorrerá.

Um relacionamento conjugal não sobreviverá se estiver apoiado em interesses materiais. Ele precisa ser muito mais profundo, estar fundamentado em amizade, carinho, companheirismo dedicação e projetos comuns, mas se não estiver assim lastreado, é melhor que seja desfeito, pois jamais proporcionará a felicidade conjunta.

Entretanto, quando o amor é verdadeiro, qualquer pensamento a respeito de um possível rompimento é inimaginável, apesar de poder ocorrer quando, por exemplo, um dos lados se defronta com alguma situação que o desagrada bastante e, repentinamente, sem muito pensar, diz que tudo está acabado.

Na realidade não era o que queria que ocorresse, mas certamente pensava que, assim dizendo, mostraria que realmente estava realmente insatisfeito com a situação e, então, mesmo em um casal que se ama muito, se naquele mesmo momento, por algum motivo, o outro também está insatisfeito com o relacionamento ou em uma situação de grande tensão, pode ocorrer um rompimento que segundos antes era inimaginável para os dois.

Quando isso ocorre, inconscientemente, eles passam a ter um comportamento muito comum nos seres humanos, que é o de “medir forças”. Nenhum dos dois cede, reconhece o erro ou pede desculpas, o que dificulta bastante o retorno ao status quo e eles realmente acabam se separando.

Passado algum tempo, já sem as tensões daquele momento e refletindo mais profundamente, se o amor realmente era verdadeiro, é comum vermos uma das partes transpor as mais difíceis barreiras – até mesmo superando seu orgulho próprio – e procurar, se desculpar, justificar, fazendo de tudo em busca de sua reconquista, de uma nova chance.

Essa sempre foi e será a opção daqueles que já amaram verdadeiramente, porque a experiência de um amor verdadeiro é indescritível e quem já o viveu não se conforma mais em viver sem ele, sentindo, constantemente, sua saudade transbordar do coração e, em forma de lágrimas, escorrer pelos olhos.

Como dizia o poeta Vinícius de Morais: “Quem já passou por esta vida e não viveu, pode ser mais, mas sabe menos do que eu, porque a vida só se dá pra quem se deu, pra quem amou, pra quem chorou, pra quem sofreu, ai. Quem nunca curtiu uma paixão, nunca vai ter nada, não”.

Quem já amou, mesmo que com os pés cansados, sempre dará um novo passo em busca de reviver algo igual.

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Portugal existe

José Manuel Portugal 2I am sorryLucy Pepper , mas lendo o seu texto, Portugal não existe na revista virtual Cão que fuma, tenho que lhe dizer que discordo de alguns dos seus pontos de vista. Não morei em Portugal como você por exemplo, por vinte anos.

Eu moro no Brasil, mas hoje em dia adoraria estar lá, por diversos motivos, que aqui não cabem.

Porém, o fato de eu não ter morado, não invalida os trinta e dois anos em que viajei pelo mundo quase todo, inclusive Portugal.

Não conheço North Devon, sua terra natal, mas tenho a certeza de que você deveria se orgulhar dela, pois as fantásticas praias e enseadas escondidas pela costa espetacular e as terras altas acidentadas, são de tirar o fôlego a qualquer um.

A culinária premiada e a bebida local são mais um motivo de orgulho de seus habitantes. Enfim nada tão execrável e interiorano como você escreveu sobre o lugar, ou muito menos uma caricatura de algum agricultor burro. Desculpe, mas lugares como o seu, tem peculiaridades maravilhosas a serem exploradas, como a gastronomia peculiar, frutos do mar em abundância, cervejarias e vinhas conhecidas.

Tudo isto é um macrocosmo de cultura que não deve ser menosprezado.

ButLucy Pepper, nós não estamos aqui falando da Inglaterra ou de North Devon, não é?North Devon

O seu foco foi Portugal e ainda e felizmente mas de leve, você se referiu ao grande país descobridor que torna Portugal o país mais importante da era moderna ao colocar as suas naves nos mares para cartografar o mundo como o hoje conhecemos.

Feito de semelhante grandeza, só a chegada à lua pelos americanos no século passado, e a continuação histórica dos fatos por espanhóis, holandeses e ingleses, são apenas  peças coadjuvantes no cenário mundial. O que realmente importa foi quem fez, quem tudo começou.

Talvez você ainda não tenha se dado conta, mas o que seria de você hoje em dia sem o Windows, se não fosse o Bill Gates , não é?

Pois é, assim é Portugal, um macrocosmo de cultura que você talvez não tenha aproveitado, “curtido”, como se diz hoje, durante os anos que lá viveu.

Você diz que nunca se fala sobre Portugal na Inglaterra. Discordo, pois o que mais o Inglês gosta e acima de tudo nunca deixa de bebê-lo após o jantar, é nada mais, nada menos, do que um excelente ” Port “, from Portugal. E olhe que só lá pelas terras do  rio Douro é que existem essas vinhas, aliás as mais antigas demarcadas do mundo.

Cruzeiros-Douro-Portugal Os micros conceitos, caricaturas ou esteriótipos, a que você se refere como bigodes, fado etc, o seu país está tão cheio disso, como qualquer sociedade no mundo e, portanto não são parâmetros convincentes, pois isso é  apenas e meramente “folk”,  you know?

O que  sempre me interessou nos países nos quais andei por décadas, era exatamente esses macrocosmos de cada sociedade, essa cultura que jamais deixa de existir, seja em literatura, seja em gastronomia.

Por falar em literatura, você foi pobre ao citar apenas Saramago e Pessoa e nota-se aqui o seu parco conhecimento pelo país em que viveu.

Talvez você tenha um deslumbre pela “Toscana” sobre a  “Provence”, mas daí a dizer que o turista não sabe que está em Portugal quando visita o Algarve foi longe demais, além é claro de dizer que Portugal não existe.

Eu sei perfeitamente a mensagem que você quer passar, mas foi bastante infeliz em alguns aspectos.

Por exemplo a culinária, a queijaria, os vinhos, a doçaria portuguesa estão anos-luz à frente do que o seu país é capaz de oferecer. Vinhos e Queijos Portugueses

Os têxteis portugueses são de excelente qualidade, bem como a indústria calçadista é um das melhores do mundo. Eu mesmo aqui no Brasil só uso os “college” fabricados pela Yucca portuguesa.Sapato Yucca - Portugal

By the way, se você quer se referir e com outras palavras mais delicadas,  ao baixíssimo enfoque dado ao marketing publicitário português aos seus produtos e ao próprio país que é belíssimo, aí eu concordo plenamente.

Por exemplo, os italianos têm um fortíssimo marketing mundial em relação ao seu azeite, sempre com a conotação de que é o melhor do mundo. Não é!

Em aroma, sabor e textura não existe nada igual ao português, e pode esquecer espanhol, grego ou italiano mas isso não é sabido pelo mundo afora, exatamente pela falta de um marketing publicitário adequado e moderno.

Esse problema aqui discutido, eu já conheço há muitos anos e já até teci inclusive comentários escritos sobre o assunto.

Realmente é uma pena que isso continue a acontecer, pois o momento econômico tem tudo para que aflore uma nova mentalidade no empresariado português, principalmente por ser uma grande fonte de divisas que ajudem o país a se desenvolver como merece. A não ser que os portugueses não queiram, é claro.

Aí, é um outro assunto, mas Portugal existe e vai muito bem  obrigado, como um grande pólo gerador de cultura, nos quatro cantos do mundo, onde a sua língua é continuamente falada e a sua bandeira já esteve fincada, como posse e descoberta.

Título e Texto: José Manuel, ex-crew member Varig, born in Portugal, Brazilian citizen, 13-09-2014

Publicado por:  O Cão Que Fuma – Conselho de Sintra – Portugal


O dever da conscientização

João Bosco Leal

CubaMuitas vezes reclamamos até da preguiça de levantarmos da cama, onde dormíamos com o ar condicionado e o humidificador ligados, enquanto milhões de brasileiros não possuem sequer um teto para se abrigar do calor ou das intempéries, ou dizemos que estamos até indispostos por termos comido demais, sem sequer nos lembrarmos dos que estão morrendo de fome.

Somente em nosso país, ainda existem milhões de pessoas sem rede de esgoto em suas ruas, eletricidade em suas casas ou acesso a uma escola digna, que as ensine o básico para sua sobrevivência em uma sociedade cada vez mais culta, que exige mão de obra cada vez mais especializada, mesmo para o trabalho mais simples.

Os que nasceram em lares mais privilegiados – e talvez até por isso mesmo -, vivem em um mundo tão distante dessas pessoas, que são incapazes de enxergar e valorizar todas as facilidades que possuem, desde a água encanada até o transporte privado e, por isso, nem percebem a diferença que existe entre esses dois mundos dentro de um mesmo país,

Essa situação continuará assim por no mínimo mais uma geração, pois as crianças que não frequentam a escola hoje serão os trabalhadores subempregados que levarão sessenta e cinco anos, para se aposentarem.

Analfabetos ou semianalfabetos continuarão sendo facilmente conduzidos, como massa de manobra, pelos políticos corruptos que aí estão e que facilmente os “compra” com os mais diversos tipos de “bolsas” ou “vales” e, por constituir a maioria populacional, continuarão decidindo as eleições como ocorre atualmente.

A maneira mais fácil de mudar essa situação seria através do voto que promovesse uma faxina geral, excluindo do país todos os políticos profissionais e corruptos que atualmente estão no poder, coisa impossível com a maioria “comprada”.

Então, para que essa transformação ocorra, o primeiro passo seria o de que os cidadãos brasileiros conscientes, independente de sua classe social ou cultural, passem a lutar, diariamente, para que essa maioria tenha pelo menos o básico, como educação, saúde e moradia dignas.

E isso seria feito não só nas eleições, com o voto dessa minoria, mas em todos os ambientes a que cada um tenha acesso, como na conversa com seus funcionários, colegas de trabalho, amigos, nos pontos de ônibus, no metrô, nas filas dos bancos, nas festas e reuniões em geral.

Nessas ocasiões deve-se divulgar, sempre, a quantidade de impostos que se paga, os descontados do salário de cada trabalhador, cobrados em todos os mantimentos, contas de luz, água, telefone, etc…, e a contrapartida obtida por cada cidadão nas mais diversas áreas, como a de saúde, educação, transporte e outros que seriam de competência dos governos municipais, estaduais e federais, que “evaporam” com tanta corrupção.

É imprescindível que os brasileiros criem climas de protestos diversos, exigindo a principal mudança que será a responsável por todas as outras: a educação para todos, em todos os rincões do país.

Só com educação aqueles hoje “manobrados” conseguirão um bom trabalho, com o qual terão  – e poderão proporcionar a seus filhos -, muito mais do que hoje recebem através de qualquer tipo de “doação” dos políticos.

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Outros tempos

João Bosco Leal

Outros TemposSou de um tempo em que, diferente do que ocorre atualmente, os pais realmente educavam seus filhos. Tenho certeza de que foram os pequenos detalhes de que hoje me lembro, que me fizeram ser quem hoje sou e também que me deram a orientação de como educar os filhos que tive.

Ninguém chamava os mais velhos por “você”, ou ousava estar fora da mesa das refeições quando o pai se sentava. O horário para ir para a cama era inflexível e interromper uma conversa ou chegar perto da sala onde dois ou mais adultos conversavam era impensável, pois era surra na certa.

Entre os cinco irmãos, por diversas vezes apanhamos todos, para não denunciar aquele que realmente tinha motivos para receber o castigo, porque se alguém denunciasse, apanhava também para aprender a não denunciar o irmão.

Lembro-me perfeitamente de uma surra coletiva porque um de nós havia retirado os botões de uma capa de chuva de minha mãe para utilizá-los nos jogos de botão. Era uma capa importada da Itália, de nylon, que ela havia ganhado de meu pai há pouquíssimos dias e crianças, quem retirou os botões o fez com uma tesoura, deixando um buraco no local onde havia cada um deles, inutilizando assim a capa.

A proibição de denunciar um irmão era levada tão a sério que hoje, sinceramente, nem lembro quem retirou o jogo de botões da capa, mas sim que os três meninos apanharam por causa disso. Quando fazíamos algo errado éramos chamados para apanhar com os pais já com a cinta ou a sandália na mão e ninguém corria de uma surra, pois se fizesse isso, certamente apanharia mais.

Na conjuntura atual, onde normalmente o casal trabalha fora, os pais saem de casa cedo e deixam os filhos aos cuidados de uma funcionária que, sabe-se lá como foi educada, se foi, ou o que pensa sobre educação. Voltam já à noite e, assim, não acompanharam o que, quando, quanto e como seus filhos comeram, estudaram, viram na televisão ou tiveram acesso aos jogos eletrônicos, ou seja, não os educam.

Além disso, psicólogos, terapeutas e ultimamente até o governo resolveram interferir na educação dos filhos de um casal, instituindo até leis, como a que ficou conhecida como a “lei da palmada”, o que imagino ser um risco para o futuro da sociedade como um todo.

O resultado é o que vemos diariamente na imprensa: filhos desrespeitando, gritando e até agredindo seus pais e professores, fazendo exigências, só aceitando o que os pais querem em troca de algo, o aumento exponencial do uso de drogas, gravidez infantil e muitas outras coisas impensáveis para quem possuiu pais realmente interessados em educa-los e não simplesmente em negociar sua tranquilidade.

Meus pais puderam me impor uma educação que entendiam ser a melhor possível e, assim, aprendi a respeitar os mais velhos, começando por chama-los de senhor e senhora, a base da estrutura social e de respeito aos mais velhos.

Eu não faria com meus filhos experiências cujos resultados só seriam observados depois de aproximadamente trinta ou quarenta anos, quando estes já teriam os próprios filhos, e os reparos que se fizessem necessários já não fossem possíveis.

Agradeço por ter nascido em outros tempos, quando meus pais me impuseram uma educação que resultou em honestidade, caráter, dignidade e hombridade.

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