Detalhes

João Bosco Leal     

Estrada para o CéuA cada fim de ano e início de um novo, milhares são os votos desejando felicidades, um ano novo maravilhoso, promessas de mudanças, recomeços e diversas outras formas de alterações são autopropostas.

Mas, na realidade, a única mudança real que ocorre entre o dia 31 de dezembro de um a no e o primeiro dia de janeiro de outro, é de uma mudança na data do calendário, como qualquer outra de todos os 365 dias do ano que passou ou do que se inicia.

Assim, nada mais lógico do que imaginar que todas essas felicitações e promessas poderiam ter sido feitas em qualquer um desses dias, mas, normalmente, não o fazemos. Todos os dias, de todos os anos, deixamos de fazer declarações de bem querer, amizade, amor a pessoas próximas, parentes, ascendentes ou descendentes e essas declarações poderiam ter mudado algo na vida delas ou nas nossas, em nosso relacionamento com as mesmas.

Na viagem da vida de cada um, existe a opção de ser o passageiro ou o maquinista do trem, que parará em muitas estações. Pessoas descerão, outras subirão, mas o maquinista continuará sendo o mesmo.

Em cada uma destas estações, teremos a oportunidade de conhecer novas pessoas e de nos despedirmos de outras, mas o maquinista provavelmente nem será visto, continuará sendo um desconhecido.

Entretanto, é este desconhecido que conduz todos os viajantes daquele trem. Ele pode acelerar mais ou menos, passar lentamente por locais onde existem belas paisagens, permitindo que sejam mais bem admiradas ou passar neste local em uma velocidade que praticamente nada poderá ser visto.

Como passageiro, você poderá se assustar nas curvas onde, da janela, só verá um precipício a seu lado, sem poder imaginar o que está por vir, se outra curva, uma reta ou até um descarrilamento. O maquinista, porém, tem outra visão. Enxerga onde pode acelerar mais ou menos, quando deve diminuir a velocidade ou mesmo frear repentinamente e quando se aproxima a próxima estação onde parará.

Se alguém estiver sentado ao seu lado poderá até conversar com ele, se apresentar, puxar assunto, mas na próxima estação, dele provavelmente se despedirá e nunca mais o verá. A viagem da vida também é como esta, só de ida, uma vez que – a não ser que tome novamente o mesmo tem e no mesmo trajeto -, você jamais voltará a ver aquela estação.

Perceberá, durante sua viajem, que deve mesmo se despedir das pessoas e dos locais por onde passa, pois só são parte daquele momento e já não farão parte do trecho posterior, não se encaixarão mais em nossas vidas.

Aproveite ao máximo cada pedaço da viagem, cada paisagem, diferença de tons, aroma, gota de chuva, alimento e cada inalação de ar puro. Tudo isso jamais se repetirá da mesma forma.

Assim, quando chegar à estação onde deverá descer, poderá nela desembarcar tranquilo, descansado e, senão com todos, com pelo menos a maioria dos seus sonhos realizados.

Uma mesma estrada sempre será diferente do dia anterior. Portanto, admire e usufrua de cada detalhe que a vida lhe proporciona.

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A amizade e o amor

João Bosco Leal

Avó e Neta 01Em um determinado dia, recebi de meu filho um Whatsapp que dizia: Pai veja essa mensagem:

Um jovem recém-casado estava sentado num sofá, num dia quente e úmido, bebericando chá gelado, durante uma visita ao seu pai. Ao conversarem sobre a vida, o casamento, as responsabilidades da vida, as obrigações da pessoa adulta, o pai remexia pensativamente os cubos de gelo no seu copo e lançou um olhar claro e sóbrio para seu filho.

– Nunca se esqueça de seus amigos! – aconselhou. Serão mais importantes à medida que você envelhecer. Independentemente do quanto você ame sua família, os filhos que porventura venham a ter, você sempre precisará de amigos.

Lembre-se de ocasionalmente ir a lugares com eles; faça coisas com eles; telefone para eles…

Que estranho conselho! (Pensou o jovem). Acabo de ingressar no mundo dos casados. Sou adulto. Com certeza, minha esposa e a família que iniciaremos serão tudo de que necessito para dar sentido à minha vida!

Contudo, ele obedeceu ao pai. Manteve contato com seus amigos e anualmente aumentava o número de amigos. À medida que os anos se passavam, ele foi compreendendo que seu pai sabia do que falava. À medida que o tempo e a natureza realizam suas mudanças e seus mistérios sobre um homem, amigos são baluartes de sua vida.

Só passados cerca de 50 anos, ele realmente entendia o que o pai queria dizer:

O Tempo passa. A vida acontece. A distância separa. As crianças crescem. Os empregos vão e vêm. O amor fica mais frouxo. As pessoas não fazem o que deveriam fazer. O coração se rompe. Os pais morrem. Os colegas esquecem os favores. As carreiras terminam. Os filhos seguem a sua vida como você tão bem ensinou.

Mas os verdadeiros amigos estão lá, não importa quanto tempo e quantos quilômetros existam entre vocês. Um amigo nunca está mais distante do que o alcance de uma necessidade, torcendo por você, intervindo em seu favor e esperando você de braços abertos, e abençoando sua vida!

E quando a velhice chega, não existe papo mais gostoso do que o dos velhos amigos… As histórias e recordações dos tempos vividos juntos, das viagens, das férias, das noitadas, das paqueras… Ah! tempo bom que não volta mais… Não volta, mas pode ser lembrado numa boa conversa debaixo da sombra de uma árvore, deitado na rede de uma varanda confortável ou à mesa de um restaurante, regada a um bom vinho, não com um desconhecido, mas com os velhos amigos.

Quando iniciamos esta aventura chamada VIDA, não sabíamos das incríveis alegrias ou tristezas que estavam adiante, nem sabíamos o quanto precisaríamos uns dos outros!

Meu filho termina então a mensagem dizendo: Lembrei-me do senhor, que além de pai, é um grande amigo! Respondi: Obrigado meu filho. Eu também te adoro, como filho e como amigo. Deus te abençoe sempre. E ele: Amém! Bjs!

Todos sabem o quanto é rara a existência de uma amizade verdadeira e penso que o amor é como uma delas, dessas que durante a vida só conseguimos construir muito poucas, raríssimas vezes.

O amor surge de uma paixão irresistível, cresce, e só se torna maduro, verdadeiro, após a existência e consolidação da amizade, cumplicidade e companheirismo entre os dois.

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Distorções Sociais

João Bosco Leal

Operação Lava Jato 25Na internet encontrei um texto de Bill Cosby, “Tenho 74 anos e estou cansado“, onde o mesmo descreve diversos desvios comportamentais que estão sendo assumidos pelas pessoas das gerações posteriores à dele, mas que as consequências são suportadas por todos.

No texto ele conta que nada herdou e que trabalhou duro desde 17 anos de idade para poder chegar onde estava, para agora ter de ouvir que tinha de distribuir suas riquezas com as pessoas, que não possuem sua ética de trabalho. Que estava cansado de o governo ficar com seu dinheiro e entregá-lo de formas variadas a pessoas que tiveram preguiça de trabalhar como ele.

E de ver a violência contra as mulheres praticada pelos seguidores do Islã em seus países, como a mutilação de sua genital ou sua morte por adultério, além do assassinato de judeus e cristãos, simplesmente por não serem crentes em Alá e, mesmo assim, insistirem em declarações de que essa é a religião da paz.

Lembra que foi educado para ter tolerância com outras culturas, mas não entende a permissão da construção de mesquitas e escolas madrassas islâmicas – que só pregam o ódio-, em diversos países do mundo, se nenhum deles pode construir uma igreja, templo, sinagoga ou escola religiosa em países árabes, para pregar o amor e a tolerância.

Bill fala sobre aquecimento global, os tóxico dependentes, fumantes e alcoólatras que fizeram sozinhos a opção por seu estilo de vida, consumo ou vício, sem serem obrigados a nada, mas de alguma forma acabam prejudicando toda a sociedade.

Que essas pessoas são incapazes de assumir a responsabilidade por suas escolhas e atitudes, e normalmente ainda culpam o governo de discriminação por seus problemas, como os tatuados e cheios de piercings, que por essas suas escolhas tornaram-se menos empregáveis e reivindicam dinheiro do governo, dos impostos, pagos por quem trabalha e produz.

Penso que, em nosso país, também estamos todos cansados de continuarmos pagando a quantidade de impostos que pagamos e, em troca, não termos educação, saúde, transporte e infraestrutura, sequer próximos do que deveriam ser.

De assistirmos, diariamente, notícias de números estratosféricos que foram roubados de empresas estatais, com a participação direta dos principais membros dos Poderes Executivo e Legislativo do país, além de algumas denúncias ainda não comprovadas, sobre alguns altos membros do Poder Judiciário.

A situação é tão grave que, além de se envergonharem, os brasileiros com seu jeito escrachado postam nas redes sociais, diariamente, pronunciamentos ridículos, totalmente descontextualizados, realizados pela nossa presidente da república dentro do Brasil e em diversos países do mundo. São frases tão atrapalhadas, que dão a impressão de terem sido ditas por uma pessoa bêbada ou drogada.

Por outro lado, percebe-se uma clara felicidade estampada no rosto e também nas conversas e no ânimo das pessoas, quando, sistematicamente, se anunciam prisões de alguns desses ladrões. E a torcida para que estas continuem e cheguem aos chefes das quadrilhas e de suas famílias é cada vez maior.

É inacreditável, para o brasileiro ou para qualquer pessoa que tenha um mínimo de raciocínio lógico, perceber pessoas que dez anos atrás ganhavam um salário mínimo e atualmente são acusadas de serem donas de empresas enormes, algumas multinacionais, morarem em apartamentos luxuosíssimos, voarem em jatos particulares e serem contratadas por milhões, para dar assessorias sobre assuntos que sequer entendem.

Apesar da perda incalculável que estes criminosos causaram ao país, a prisão de todos e a exigência de restituição dos valores roubados e depositados no exterior é o único caminho possível para restabelecer a credibilidade na futura classe política brasileira.

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A curiosidade

João Bosco Leal

Thomas Edison 17O filósofo e poeta português Agostinho da Silva declarou: “O que impede o saber não são nem o tempo nem a inteligência, mas somente a falta de curiosidade”.

Raramente podemos ler tanta verdade descrita em tão poucas palavras.  Tudo o que atualmente a humanidade conhece é proveniente da curiosidade de alguém.

Imagino a dificuldade dos homens primitivos em encontrar um meio de acender o fogo que os aquecesse. Depois, a de criar um meio de transportá-lo de um lugar ao outro, iluminando os locais por onde passassem e, posteriormente, descobrindo que com ele poderiam também afugentar os animais que os ameaçassem e assar a carne de suas caças.

Nenhuma das grandes descobertas da humanidade foi conseguida sem a curiosidade de um de seus membros que, observando algo, pensou em como poderia transformar aquilo, fazer de forma mais simples, rápida e eficiente, ou algo totalmente diferente.

Além do famosíssimo Leonardo da Vinci, tão talentoso que se destacou como cientista, matemático, engenheiro, inventor, anatomista, pintor, escultor, arquiteto, botânico, poeta e músico, penso que um dos maiores exemplos de “curioso”, que com suas invenções mudou radicalmente a humanidade, foi Thomas Alva Edison, um inventor e cientista dos Estados Unidos que viveu entre os anos de 1847 e 1931. Poucos sabem que, além da lâmpada elétrica incandescente, ele fez várias outras descobertas fantásticas.

Há mais de 130 anos, quando sequer se imaginava discutir temas como sustentabilidade e alternativas ao uso de combustíveis fósseis, em 13 de maio de 1880, Thomas Edison fazia o primeiro teste de sua estrada de ferro elétrica em Menlo Park, nos Estados Unidos. Atualmente, as maiores cidades do planeta utilizam trens e metrôs elétricos para o transporte de passageiros e carga de um lado a outro.

Outras invenções de Thomas Edison foram a câmera cinematográfica, a bateria de carro elétrica e o fonógrafo – precursor dos alto-falantes. O microfone de carbono, inventado por ele entre 1877 e 1878, era capaz de converter som em um sinal elétrico, permitindo que a voz fosse transmitida a longas distâncias, sendo, portanto, o ancestral do mais moderno smartphone atualmente utilizado.

Os alimentos como carnes, café, frutas e legumes que atualmente encontramos nos supermercados embalados a vácuo – que os mantém livres de germes e bactérias e lhes assegura maior conservação do sabor -, são a evolução de um sistema de preservação de frutas a vácuo criado por Edison ainda em 1881.

Outro exemplo fantástico da observação de Thomas Edison foi a da roda de borracha. A roda sempre foi considerada uma das mais revolucionárias invenções da humanidade. Com ela se facilitou todo transporte que se podia imaginar. Primeiro as rodas de pedra e, muito posteriormente, já para os carros de boi e ainda para os primeiros veículos, as rodas de madeira. Foi ele quem registrou a intenção de cobri-las de borracha, o que posteriormente evoluiu para os atuais pneus.

Quantas vezes passamos, diariamente, por anos ou décadas, pelas mesmas ruas ou locais, sem sequer observar detalhes do que está à nossa volta? Quando, mesmo parados em um semáforo, observamos detalhes como o de um ninho de joão-de-barro construído no poste da esquina? Não lemos sequer o que está escrito no enorme outdoor por onde passamos?

Só os que têm curiosidade, observam os detalhes e pensam, transformam o mundo e promovem a evolução de todos.

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Posturas e consequências

João Bosco Leal

Pedintes 04Tive um grande amigo, já falecido, que sempre dizia: “Jamais faltará miséria ao miserável ou fartura ao farturento”.

Era um português com muito pouca escolaridade, talvez com somente um ou dois anos do primário, mas com enorme discernimento, com o qual levava a vida de modo extremamente correto, justo. Ajudava muitas pessoas que o procuravam e, em seu julgamento, achava que devia, mas também sabia falar verdades sobre os que, como dizia: “não valiam o que comiam”.

Assim também era minha avó paterna. Também portuguesa e mulher de pouquíssimo estudo, era extremamente inteligente e de pouquíssimas brincadeiras. Sempre falava sério, mas com carinho, ensinando o que podia ensinar, e era muito, pois me ensinou muito do pouco que sei.

Até sua morte falava coisas que até hoje me fazem pensar como, durante sua vida, foi capaz de fazer tantas observações que a permitiam resumir determinados comportamentos, que devíamos ter ou não, em simples frases, ditados.

Considero espetacular a vida dessas pessoas que conheci muito de perto e, entre elas, identifico uma clara analogia: Apesar de serem de origem humilde, e de terem chegado ao Brasil sem praticamente nada, trabalharam duro durante toda a vida e, com isso, construíram um patrimônio suficiente para manter diversas de suas gerações.

Nunca vi nenhum dos dois ostentar nada do que possuíam, mas nunca os vi com nenhum tipo de avareza, muito pelo contrário, ajudavam muito e a muitos. Entretanto, nunca percebi nenhum tipo de desperdício em nenhum dos dois. Nada era jogado fora, desperdiçado.

Outro ponto em comum era como nunca estavam reclamando de algo ruim, de uma doença, com eles ou com alguém da família, uma perda – ainda que enorme, como a de um cônjuge, filho, neto -, um prejuízo, nada, não havia reclamações. A vida continua e deve ser assim encarada.

Aqueles acontecimentos fugiam ao seu controle, eram as variáveis incontroláveis da vida, como o clima para o agricultor. Precisavam continuar, pois outros permaneciam vivos e, quanto à perda material, esta só poderia ser recuperada com mais trabalho.

Entretanto, vejo pessoas com dificuldades para as menores coisas da vida. Estão gripadas, reclamam, deitam, contam para todo mundo, fazem o maior drama, mas o que é realmente necessário – se cuidar -, elas não fazem.

Caiu? Nem olhe para os lados. Levante-se. Não espere que alguém venha lhe ajudar. Não se envergonhe ou fique encabulado. Todos podem tropeçar e cair. Humilhante é ser incapaz de se levantar sozinho, necessitar de ajuda por um simples tombo.

Pessoas com quedas muito maiores – como a da perda de filhos, por exemplo -, levantam-se e continuam a vida, pois sabem que ainda necessitarão ajudar os que ficaram.

Na cidade em que moro, conheço um homem saudável, com cerca de 35 anos, que vive nos semáforos pedindo esmolas. Ele possui um estreitamento enorme das arcadas dentárias, tanto superior como inferior, que inclusive lhe dificulta a fala. Após haver contribuído com ele por dezenas de vezes, um dia estacionei o carro e o chamei, oferecendo-me para levá-lo a um cirurgião dentista que trata exatamente destes casos, tendo dito a ele que o ajudaria para que fosse operado, mas ele recusou-se imediatamente. Logo imaginei o motivo: curado, ele teria de trabalhar como todos. Não poderia mais pedir esmolas.

Reclamar de uma situação e não agir para repará-la é o mesmo que mostrar uma ferida e não tratá-la.

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Trajetórias

João Bosco Leal

CaminhosMuitas vezes sinuosa e outras retilínea, a trajetória de nossas vidas é repleta de mudanças não planejadas ou inesperadas.

Talvez por medo desses acontecimentos não previstos, “… os homens avançam sempre por caminhos traçados por outros homens e dirigem seus atos com base na imitação,…”, diz Maquiavel em seu livro O Príncipe, e completa: “… o homem prudente deverá constantemente seguir o itinerário percorrido pelos grandes e imitar aqueles que se mostraram excepcionais…”.

Entretanto, ainda no mesmo livro, o autor diz: “Assim, fora necessário que Moisés encontrasse o povo de Israel escravizado e oprimido pelos egípcios para que este, buscando dar fim à sua escravidão, dispusesse-se a segui-lo”.

Moisés era um Semita da Tribo de Levi, filho de Anrão e Joquebede, que foi encontrado por Hatshepsut, filha do Faraó Ramsés II, boiando em uma cesta quando esta tomava banho no rio. Solteira, ela pediu a uma de suas servas – justamente Joquebede -, que a ajudasse a criá-lo e anos depois o adotou oficialmente: “Sendo o menino já grande, ela o trouxe à filha de Faraó, a qual o adotou por filho, e lhe chamou Moisés, dizendo: Porque das águas o tirei” (Êxodo 2:10).

Aos 40 anos, já sabendo que não era filho legítimo do Faraó e após ter matado um feitor egípcio, ele é obrigado a partir para exílio, a fim de escapar da pena de morte. Fixa-se então na região montanhosa de Midiã, situada a leste do Golfo de Aqaba.

Posteriormente tornou-se o encarregado da construção de novos palácios, construídos em novas terras que o Faraó se apossara ou tomara em guerras, mas não concordando com a maneira que os egípcios tratavam os hebreus – seus escravos que trabalhavam nessas construções -, rebelou-se contra isso e, por quarenta anos, guiou o povo de Israel para a Terra Prometida.

Esse povo, composto de centenas de tribos seguia aquele que os libertara da escravidão rumo ao que, para eles, era totalmente desconhecido. Era uma nova trajetória, uma opção, provocada pela necessidade, mas uma escolha.

Assim como todas essas tribos, todos podem seguir alguém ou escolher o próprio caminho, já conhecido, desconhecido, ou mesmo permanecer do mesmo modo, sem alterar em nada a vida que levam.

Caminhar pode provocar bolhas nos pés, tropeços, quedas, mas os que se levantam e continuam, notarão que as feridas serão curadas, os pés e o corpo se acostumarão e certamente atingirão um local desconhecido para os que lá chegam.

Durante a vida, na trajetória escolhida por cada um, pessoas e locais são conhecidos, algumas ou até mesmo raras amizades e inimizades são criadas, mas sempre algo novo, inesperado ou surpreendente, ocorrerá. O que não se deve é acovardar-se, ter medo do inesperado e permanecer em situações que não lhe proporcionarão mudanças, crescimento.

As quedas fazem parte da vida e do nosso aprendizado. Cair dói principalmente no orgulho, e mais ainda, quando outras pessoas estão envolvidas. Entretanto, humilhante mesmo não é cair, mas permanecer no chão enquanto a vida continua.

Nossos enganos, quedas ou perdas não devem ser lamentados, pois o mundo não acaba quando isso ocorre. No máximo, eles nos ensinam que devemos mudar nossa trajetória, aprender com nossos erros e acertos.

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Brasil, uma nova Venezuela.

João Bosco Leal

Crise na VenezuelaA educação de um povo é, certamente, a única maneira de fazer com que um país cresça social, política e economicamente.

Um dos exemplos mais recentes é o da Coréia do Sul, que na década de 60, apenas 50 anos atrás, era um país atrasado e economicamente insignificante, mas resolveu investir maciçamente na educação de seu povo e o resultado é que, atualmente, é um dos maiores exportadores de veículos e de produtos eletrônicos do mundo.

Em contrapartida, vemos países com regimes autoritários, dirigidos por pessoas que fazem de tudo para se manter no poder e normalmente saqueiam sua nação em proveito próprio e dos seus, deixando o povo sem saúde, segurança e, principalmente, sem educação para que, sem cultura, continuem se satisfazendo com o muito pouco que estes governos lhes fornecem.

Recebendo educação, a população vai cada vez mais entendendo essas diferenças e passa a escolher melhor, tanto o regime político a que querem se submeter como também seus mandatários, democraticamente eleitos pelo povo.

É com a educação que nossas mentes vão se abrindo para novas experiências, e começamos a enxergar o que existe à nossa volta e o que poderia existir, seja imaginando coisas ou observando as experiências de outras pessoas ou povos.

Com ela passamos a entender a necessidade de lutar contra as injustiças, sejam quais forem, pois ninguém será plenamente feliz enquanto milhões sofrem por motivos diversos. Em nosso próprio país, pessoas passam fome, sede, não possuem teto ou um agasalho, vivem sem acesso à educação e, por isso, se submetem a migalhas fornecidas por coronéis da política que nada mais querem do que sua permanência no poder.

É inacreditável como o brasileiro reclama do governo, dele espera tudo, mas não participa politicamente de nada, não se candidata a nenhum cargo, seja para o de líder de bairro ou de síndico do prédio. Sem a participação política – ao menos em protestos públicos sobre o que está reclamando – nada será mudado.

São os políticos que aí estão que fazem as leis, que anualmente votam o orçamento de quanto da arrecadação total do governo será gasto, no ano seguinte, em saúde, educação, habitação, infraestrutura, etc., e com seus salários, verbas de gabinetes, seus asseclas e suas mordomias.

Assim, sempre faltará dinheiro para a educação e saúde, mas haverá para a propaganda pessoal e para projetos espetaculares, de bilhões de dólares, financiados pelo BNDES, inclusive em outros países, desde que administrados por “companheiros” ideológicos dos que hoje estão no poder.

Como fazer de conta que tudo está bem se isso não é verdade? Como admitir que, depois de décadas de investimentos milionários, nossos irmãos nordestinos continuem sem água, se todos os estados da região possuem acesso ao mar e há anos a tecnologia de dessalinização da água é uma realidade e irriga milhões de hectares de terras em diversos países?

Em Cancún, conheci até uma fábrica de cerveja fabricada com a água do mar e toda a população lá existente, além dos mais de 6.000 turistas diários que visitam a ilha, só possuem essa água para beber e para sua higiene pessoal.

Sem ao menos a educação básica da população mais humilde e a politização da população mais instruída, continuaremos, por décadas, vendo estados como o Maranhão dominados por uma única família que, para ter se tornado milionária – e dessa forma se manter -, deixou sem cultura e na miséria toda a população de um estado.

Ou nos politizamos e elegemos somente verdadeiros patriotas ou, mais rápido do que se imagina, o Brasil será uma nova Venezuela.

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O tempo e as escolhas

João Bosco Leal

Envelhecimento Feliz 04Quando crianças, além do tentar caminhar, um dos maiores desafios de todos é a formação das primeiras palavras e das primeiras frases, com as quais nos comunicaremos pelo resto de nossas vidas.

Nos primeiros anos, tudo é diversão, brincadeira. Além da alfabetização, que já parece ser uma responsabilidade enorme, ninguém quer ter qualquer outra. Só as brincadeiras e passeios com os amigos da escola são importantes.

Na juventude descobrimos as sensações e os sentimentos, tanto os prazeirosos quanto os dolorosos. É também quando começamos a perceber que a vida nos exigirá estudos, trabalho e responsabilidades, sem os quais nosso futuro será pouco promissor.

Quando adultos, temos muitos sonhos, projetos, vontades, esperanças e ambições. No futuro só vislumbramos o sucesso, o que conseguiremos, até onde chegaremos e como seremos vitoriosos. A grande maioria imagina, inclusive, que todos admirarão seu sucesso.

Na maturidade, enxergamos a realidade, o que a vida dá e o que ela cobra. Percebemos claramente a diferença entre o que quando adultos projetávamos e o que realmente conseguimos realizar. Alguns projetos sofreram alterações, outros foram deixados de lado ou substituídos por diferentes. Muita coisa mudou.

Nesta etapa, tudo vai ficando muito simples, a ponto de, às vezes, nos assustarmos de quanto estamos mudando. Olhamos para nossos armários e vemos roupas que nem lembravamos que existiam.

Nas gavetas do criado mudo encontramos produtos que nem sabemos para que servem, ou porque estão ali. Vamos perdendo muitas das nossas necessidades anteriores, reduzindo as roupas nos armários, os calçados, as malas, enfim, a bagagem.

Durante muitos anos, demos excessiva importância à opinião dos outros, elas nos incomodavam muito. Agora, são realmente dos outros e, mesmo que sobre nós, são exclusivamente deles, não tem a menor importância.

Por mais que sintamos grande afinidade ou mesmo que delas gostemos, deixamos de buscar a companhia das pessoas que não buscam a nossa. Não nos farão diferença, pois já aprendemos que só vale a pena estar ao lado de quem também quer estar do nosso.

No mais das vezes, não há como desfazer aquilo que já está feito, mas a vida sempre nos permite fazer de novo, de uma outra maneira, sem incidir nos mesmos erros do passado.

Os planos de futuro deixam de ser para amanhã. Passamos a querer viver o hoje, pois sabemos que o amanhã pode não existir e isso nos torna mais leves, tranquilos, com muito menos preocupações.

Os debates em busca de quem tem razão normalmente só causam mal estar entre as pessoas e, por isso, aprendemos a deixar de ter certezas, o que não nos faz a menor falta.

Os julgamentos, antes realizados com muita facilidade, também vão deixando de existir, pois não existe a certeza absoluta, mas sim as opções de vida escolhidas por cada um.

Constatamos, em nossa própria vida, a realidade do que muitos já haviam escrito ou mesmo nos dito: “Cada um é o resultado de seu passado”.

Só o tempo ensina que seremos cada dia mais felizes escolhendo fazer somente o que alegra o nosso coração.

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Caminhos inexplorados

João Bosco Leal

É muitCaminhos Inexplorados 14o comum a tendência de só trilharmos por caminhos conhecidos, já experimentados por outras pessoas, pois assim deixamos de cair onde outros já caíram ou sofrer o que já foi sofrido por alguém.

Esse é o caminho mais fácil a ser seguido para aqueles que não querem correr riscos, principalmente financeiros. Raros são os que se arriscam a investir seu patrimônio – ou mesmo parte dele – em algo ainda não experimentado por outros.

Entretanto, isso nos torna mais um na multidão, sem perspectivas de conhecer ou criar algo novo, realmente diferente. Só os que saíram das trilhas comuns foram capazes de repensar, viver, provar e criar coisas totalmente desconhecidas.

Provavelmente todos já sonharam em ter uma ideia revolucionária, que mudasse algo e ainda rendesse muito dinheiro, mas aqueles que realmente podem ser chamados de inventores estão sempre pensando além do seu tempo, procurando maneiras de tornar atividades corriqueiras mais práticas e muitas vezes essa busca é tão intensa que alguns nem se preocupam ou não conseguem se beneficiar financeiramente de seu invento.

Em 1947, depois d
e ser ferido durante a segunda guerra mundial e ter de ficar um tempo no hospital, o soldado Mikhail Kalashnikov, da então União Soviética, aproveitou seu tempo para projetar uma das melhores armas de combate já criadas, a AK-47. Com mais de 100 milhões de rifles circulando por aí, Kalashnikov deveria estar na lista dos homens mais ricos do mundo.

Tudo o que o soldado recebeu foi um bônus de agradecimento pelos serviços prestados, pois o governo comunista não pagava os “inventores” na época em que a arma foi criada. Cinquenta e dois anos depois, em 1999, a Izhevsk Machine Shop conseguiu patentear a arma e Mikhail deixou de ganhar centenas de bilhões com o seu projeto.

Todos os homens que deixaram marcas na história da humanidade, promovendo profundas alterações no comportamento de todos os que os sucederam – como Alberto Santos Dumont com seu Hangar com portas de correr, o avião e o ultraleve; Alexander Graham Bell com seu telefone e o alto falante; Alfred Nobel com sua dinamite; Denis Papin e sua panela de pressão; Ferdinand Carré e o refrigerador; Henry Ford com a linha de produção em série; Thomas Edison com a lâmpada elétrica, o fonógrafo e a iluminação elétrica e, atualmente, Ivan Getting com seu fantástico GPS e Bill Gates e Steve Jobs com seus sistemas operacionais -, foram pessoas que repensaram, inventaram, e, com isso, transformaram o modo de vida de bilhões de pessoas.

Como dizia Malcolm Muggeridge, “Não se esqueça de que apenas os peixes mortos nadam a favor da corrente”.

Um caminho sem curvas, desvios ou obstáculos, sempre será o mais seguro e confortável, mas certamente não levará a um lugar que proporcionará novas descobertas. Os caminhos já traçados, só nos levam a lugares onde outros já estiveram.

Em todas as áreas, sejam elas políticas, econômicas ou sociais, para que algo seja mudado é necessário que ele seja repensado, questionado, até que surjam ideias que possibilitem sua alteração ou uma nova criação, um novo modelo.

Só correndo riscos e enfrentando caminhos ainda inexplorados, podemos mudar nosso destino e criar algo desconhecido, realmente novo.

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Os produtores rurais e a comunidade indígena de Mato Grosso do Sul

João Bosco Leal

O agronegócio e os índios 01Nos últimos dias uma declaração tem causado muitos debates na imprensa de Mato Grosso do Sul e sobre a mesma, ao que parece, também foram realizadas veiculações de campanhas publicitárias pagas em países da Europa e dos Estados Unidos.

A frase “A Europa vai parar de comprar carne do Mato Grosso do Sul, porque a carne daqui tem sangue de criança indígena. A Europa vai parar de comprar soja do Mato Grosso do Sul, porque a soja daqui tem sangue de criança indígena”, primeiramente foi atribuída ao bispo de Dourados, Dom Redovino Rizzardo.

Ela teria sido dita em um encontro ocorrido no dia 08 de outubro de 2015 no Ipad – Instituto Pastoral da Diocese de Dourados, e dela participaram religiosos e outros defensores da causa indígena, de vários Estados do Brasil e do exterior, que vieram conferir, in loco, a real situação dos indígenas que vivem em Mato Grosso do Sul.

O bispo alega que só esteve no início da reunião para cumprimentar os participantes, e que já não estava no local quando a frase foi dita, mas admite que soube depois que algumas pessoas presentes no encontro fizeram essas declarações.

O próprio bispo alegou ainda que considerou a reunião inoportuna, por estar ocorrendo em um momento de muita tensão entre as partes envolvidas, com muitas áreas invadidas e com a justiça determinando a reintegração de posse das mesmas, devolvendo-as aos produtores, seus proprietários legais.

Independente de quem quer que tenha dito tamanha estupidez, que obviamente pode destruir a economia do Estado de Mato Grosso do Sul, penso ser muito importante esclarecer a estas pessoas o que representa o agronegócio em nosso estado.

No MS, a produção estimada de cana de açúcar para a safra de 2015, de acordo com a Conab – Companhia Nacional de Abastecimento -, é de 50,2 milhões de toneladas.

Mesmo em razão das condições climáticas desfavoráveis, neste ano o MS deve colher 6,6 milhões de toneladas de soja, o que proporcionará uma receita estimada em R$ 5,52 bilhões, conforme dados da Aprosoja/MS – Associação dos Produtores de Soja.

Segundo dados do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), o Valor Bruto da Produção Agropecuária (VBP) de Mato Grosso do Sul deve chegar aos R$ 26,571 bilhões em 2015. O VBP é um indicador da atividade calculado com base nos volumes de produção e preços médios da agricultura e pecuária do estado e, neste ano, 59,01% deve vir da agricultura, que deve atingir os R$ 15,681 bilhões e 40,98% da pecuária, que deve totalizar R$ 10,890 bilhões.

Os três principais produtos da agricultura em Mato Grosso do Sul, no que se refere ao VBP, devem registrar, conforme a previsão dos técnicos do Mapa, crescimento em 2015 em relação a 2014. A  soja deve ter um incremento de 7,60% (de R$ 6,848 bilhões para R$ 7,369 bilhões), o milho de 9,58% (de R$ 3,922 bilhões para R$ 4,298 bilhões) e a cana-de-açúcar de 10,59% (de R$ 3,039 bilhões para R$ 3,361 bilhões).

Já na pecuária, na criação de bovinos, a projeção é de um aumento de 2,26% no VBP deste ano em comparação com o anterior (de R$ 8,330 bilhões para R$ 8,519 bilhões). Também está previsto um acréscimo de 3,49% na produção de suínos (de R$ 481,005 milhões para R$ 497,812 milhões) e de 3,39% na de frangos (de R$ 1,457 bilhão para R$ 1,507 bilhão).

Diante destes números – que, apesar da crise política e econômica que vive o país, continuam crescendo -, da geração de empregos proporcionados e dos impostos que o governo arrecada do agronegócio, é no mínimo irresponsável e criminoso fazer declarações como as que foram feitas.

Os produtores rurais de Mato Grosso do Sul só querem poder continuar trabalhando e produzindo em paz. Não precisam de declarações irresponsáveis, que não melhorarão em nada a vida de nenhum brasileiro, seja ele de qualquer etnia, índio ou não.

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